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Governança ágil: como se adaptar às mudanças do mercado e alcançar resultados nos negócios?

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Em um mundo em constante mudança, as empresas precisam de uma abordagem flexível e adaptável para fazer uma gestão eficiente de seus recursos e processos. Nesse sentido, a implementação de práticas de governança ágil tem demonstrado ser a próxima transformação necessária para o sucesso dos negócios na era digital.

A governança Ágil é um conjunto de princípios e práticas que direcionam como as organizações podem fazer a gestão de seus recursos e processos com maior visibilidade, transparência, colaboração e flexibilidade. Essa abordagem tem como base as práticas ágeis e buscam tornar as empresas mais responsivas às mudanças do mercado.

Neste artigo, você vai entender a importância da governança ágil, os princípios dessa abordagem, os benefícios e principais métricas que norteiam esse novo modelo de governança. 

Porque a governança ágil é importante para o futuro dos negócios?

A governança ágil é uma abordagem que pode ajudar as empresas a alcançar seus objetivos em um mundo em constante mudança. À medida que o mundo se torna cada vez mais digital e competitivo, a governança ágil se tornará ainda mais importante. Isso porque, esse modelo de gestão promove uma cultura de inovação contínua, permitindo que as organizações experimentem, aprendam com os erros e implementem melhorias de maneira eficiente.

Além disso, a governança ágil coloca um foco significativo na entrega de valor ao cliente de maneira rápida e iterativa, resultando em maior satisfação do cliente. Ao incentivar a automação, colaboração e melhoria contínua, a gestão ágil leva a processos mais eficientes e redução de desperdícios.

O envolvimento dos colaboradores é ampliado, pois a governança ágil promove a criação de equipes multifuncionais, auto-organizadas e colaborativas. Isso não apenas aumenta a motivação dos funcionários, mas também permite que contribuam de maneira mais significativa para os objetivos organizacionais.

Além disso, a governança ágil possibilita a identificação precoce de problemas e a rápida implementação de soluções, reduzindo assim o risco de grandes falhas. A capacidade de entregar incrementos de valor de maneira rápida e regular é uma característica fundamental da governança ágil, proporcionando uma vantagem competitiva significativa às empresas que adotam essa abordagem.

Quais são os princípios da Governança Ágil?

A governança ágil não apenas permite uma melhor tomada de decisão e otimização de recursos, mas também estimula a cultura de melhoria contínua, alinhando os objetivos estratégicos com as ações operacionais. Neste contexto, exploraremos os princípios da governança ágil e seu impacto na transformação das práticas empresariais.

Valorização das pessoas e da colaboração

A governança ágil desenvolve uma cultura de colaboração na empresa, valorizando as contribuições e promovendo um ambiente de trabalho colaborativo. Essa cultura evolui a comunicação e a qualidade nas entregas.

Entrega contínua de valor

Essa abordagem organizacional desenvolve os processos para entregas contínuas de valor, por meio da priorização de funcionalidades e da realização de entregas incrementais e frequentes.

Transparência e visibilidade

A governança ágil promove a transparência nas atividades e resultados do projeto, permitindo que todos os envolvidos tenham uma visão clara do progresso e dos desafios enfrentados.

Adaptação e descentralização

Atua de forma que consegue promover rápida adaptação às mudanças no ambiente de negócios, nas necessidades dos clientes e nas condições do mercado. Por meio do compartilhamento de responsabilidades, capacitando as equipes a tomar decisões ágeis em níveis operacionais.

A aplicação da Governança Ágil no Spotify

O Spotify, por exemplo, é uma das empresas que adotou os princípios da governança ágil em seus projetos de tecnologia, um dos seus grandes destaques, é a criação do "Squad Framework", que permite a organização ter equipes multifuncionais autônomas e auto gerenciadas. 

Mas, nem sempre foi assim, antes eles utilizavam o "Framework Scrum", porém conforme os desafios e os times foram crescendo, algumas coisas deixaram de funcionar bem. Então, a organização decidiu quebrar algumas regras, afinal, uma das principais frases da cultura ágil é: as regras são um bom começo, mas depois quebre-as. Mudar as regras de fato permitiu ao Spotify criar o seu próprio Framework e com isso agilizar a tomada de decisões, aumentar a colaboração entre as equipes e entregar produtos de alta qualidade de forma mais eficiente.

Quais são os benefícios da Governança Ágil?

A governança ágil começou a se tornar popular no início dos anos 2000, com o Manifesto Ágil sendo lançado em 2001. Desde então, tem havido um aumento significativo na adoção de práticas ágeis de governança em várias organizações em decorrência dos seus benefícios, principalmente para projetos de tecnologia. Conheça quatro benefícios das metodologias ágeis:

1. Maior agilidade e adaptabilidade às mudanças do mercado e dos requisitos do projeto. Um caso de "insucesso" foi a falta de adaptabilidade da Uber em relação a cópia do seu modelo de negócio. Embora a plataforma tenha sido criada de forma inédita em 2010 ela não teve dificuldade de encontrar diferenciais frente aos seus concorrentes, em pouco tempo surgiu a Lyft nos Estados Unidos e até mesmo a 99 no Brasil que pegou uma boa parcela do mercado da Uber. 

2. Maior envolvimento e motivação da equipe, devido à valorização da colaboração e da autonomia. Um bom exemplo é Spotify e como ele adotou o modelo de Squads, Tribes, Chapters e Guildas, que permite a formação de equipes multifuncionais autônomas e motivadas, com foco em entregas rápidas e contínuas.

3. Melhor alinhamento entre as áreas de negócio e de tecnologia, promovendo uma maior compreensão dos objetivos e necessidades do projeto. Isso é levado tão a sério no Spotify que por meio dos algoritmos ele aprende as preferências do seu cliente e usa previsões para sugerir músicas ou podcast com grandes chances de aderência. Não é à toa, que a marca consegue se manter poderosa e concorrer com gigantes como Apple, por exemplo na aposta do Apple Music que não conseguiu capturar uma parcela significativa do mercado de streaming de música.

4. Redução de riscos e aumento da eficiência na tomada de decisões, devido à transparência e visibilidade proporcionadas pela governança ágil. Um exemplo é Airbnb, eles adotam sprints curtos e mantêm um quadro Kanban visível para todos os membros da equipe, promovendo a transparência e o alinhamento.

Conheça as principais metodologias utilizadas na Governança Ágil?

Existem diversos métodos que podem ser utilizados na implementação da governança ágil. Trouxemos aqui as 3 mais utilizadas pelas empresas. 

1. Scrum: Um framework ágil para gerenciamento de projetos, que se baseia em ciclos de trabalho iterativos e incrementais. Muitas empresas utilizam Scrum, principalmente aquelas que desenvolvem produtos de software como Amazon e Adobe. No entanto, o Scrum pode ser utilizado por qualquer empresa que deseje aumentar a eficiência e agilidade em seus projetos.

2. Kanban: Uma metodologia visual que permite visualizar o fluxo de trabalho, facilitando o controle e a tomada de decisões. Empresas como Microsoft, Spotify, Netflix, Adobe, Airbnb, Amazon, Google e IBM utilizam o método Kanban para maior transparência, eficiência e colaboração. 

3. Lean: Uma abordagem que busca a eliminação de desperdícios e a melhoria contínua dos processos. A abordagem Lean tem sido adotada em diversos setores, como manufatura, tecnologia, saúde, varejo, serviços financeiros e logística e empresas como Toyota, Amazon, Intel, GE e Nike. 

Quais são as principais métricas na Governança Ágil?

A utilização de métricas na governança ágil é importante porque permite avaliar o desempenho, identificar melhorias e tomar decisões informadas. As medições e métricas fornecem dados objetivos sobre o progresso do projeto, a eficácia das práticas ágeis e o cumprimento dos objetivos. Isso ajuda a identificar gargalos, identificar áreas de melhoria e alinhar as atividades com as metas estratégicas da organização. 

Alguns exemplos de métricas utilizadas são:

Velocity: Esta métrica é amplamente usada no contexto do Scrum e mede a quantidade de trabalho entregue em cada iteração (sprint). Ela ajuda a avaliar a produtividade da equipe e a previsibilidade das entregas.

Lead Time: O lead time é o tempo decorrido desde a concepção de uma ideia até a entrega do produto ou recurso. Medir o lead time ajuda a identificar gargalos e a melhorar a eficiência do fluxo de trabalho.

Cycle Time: O cycle time mede o tempo necessário para concluir uma tarefa ou história de usuário do início ao fim. Ele fornece informações sobre a eficiência das equipes na execução de tarefas individuais.

Throughput: Esta métrica mede a quantidade de trabalho entregue em um determinado período de tempo. Ela ajuda a entender a capacidade da equipe e sua taxa de entrega.

Burndown Charts: Gráficos de burndown rastreiam o progresso das tarefas pendentes ao longo do tempo. Eles ajudam a visualizar se a equipe está no caminho certo para atingir os objetivos da sprint.

WIP (Work in Progress): O limite de trabalho em progresso é uma métrica que limita a quantidade de trabalho que pode ser realizado simultaneamente. Isso ajuda a evitar sobrecarga e gargalos no processo.

NPS (Net Promoter Score): Embora tradicionalmente associado à satisfação do cliente, o NPS também pode ser usado para avaliar a satisfação das equipes e partes interessadas com a governança ágil.

Esses são só alguns exemplos existem muitas outras métricas, lembre-se de que cada organização é única, portanto, adapte essas dicas de acordo com suas necessidades e contexto específico.

Quais são os Desafios da Governança Ágil?

A implementação da governança ágil nem sempre é fácil, isto porque envolve além das práticas do dia a dia as mudanças culturais. Os colaboradores podem ter resistência em mudar processos por diversas razões, como o medo do desconhecido, a falta de compreensão dos benefícios da mudança, a sensação de perda de controle ou autonomia, a preocupação com possíveis impactos negativos no desempenho ou a falta de confiança na liderança. 

É importante comunicar de forma clara os objetivos da mudança, envolver os colaboradores no processo de tomada de decisão, oferecer treinamentos e suporte adequados, e fornecer espaço para que eles expressem suas preocupações e sugestões. 

Outro desafio bastante comum é a conformidade e controle, é necessário encontrar um equilíbrio entre a agilidade e a necessidade de controle e conformidade das práticas de governança.

A governança ágil é uma abordagem que permite equilibrar a agilidade e o controle em projetos de tecnologia. Ao combinar os princípios da agilidade com as práticas de governança, é possível obter maior flexibilidade, adaptabilidade e eficiência na entrega de valor aos stakeholders. 

No entanto, é importante enfrentar os desafios e promover uma cultura organizacional que suporte essa abordagem. Para tornar esse desafio mais fácil encontre o parceiro certo, a Objective é referência em metodologias ágeis, entre em contato com um dos nossos especialistas e descubra como podemos te ajudar. 

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