< Insights

Os desafios e tendências no setor de seguros em 2023

  • AI-DLC e pAIr
  • Artigo

O mercado de seguros segue em crescimento nessa retomada pós-pandemia, o aumento na arrecadação do setor e as projeções de expansão trazem uma perspectiva positiva para 2023.

A tecnologia é certamente um contribuinte de extrema importância nessa retomada, apoiando muitas operadoras de seguros a promoverem intensas transformações em seus negócios. 

Entretanto esse processo faz parte de uma jornada longa, há empresas que estão em fase de análise, diagnóstico e reflexão sobre os passos a serem tomados, outras ainda precisam de uma injeção de ânimo para repensar o negócio com uma visão digital mais holística.  

Ainda mais importante que novas tecnologias é ter agilidade para acompanhar a velocidade das constantes mudanças no mercado. Processos e culturas bem instaladas em todos os setores da organização para ser possível impulsionar a inovação digital. 

Algumas práticas já estabelecidas em outros segmentos vem ganhando destaque entre as seguradoras: a cultura Ágil para além das áreas de desenvolvimento, a cultura Data Driven mais forte no dia a dia, DevSecOps e a Automação de Teste eficiência das entregas, Design de produtos e aplicações com foco na experiência do consumidor. 

Em 2023 há muito espaço para melhorias, e neste artigo queremos trazer algumas reflexões sobre os desafios e oportunidades do mercado de seguros.

Cenário atual do setor de seguros

Conforme dados da CNSeg, no período de janeiro a novembro de 2022, o setor de seguros teve aumento de 17,1% em comparação ao ano de 2021, mais de R$ 322,3 bilhões em arrecadação.

Já as indenizações aumentaram em 16,6% , que somaram mais de R$ 200 bilhões.  

Em 2022 o mercado brasileiro de seguros fechou com uma participação equivalente de 6,4% do PIB, mesmo patamar de 2021. Para 2023, a Cnseg já projeta expansão para 6,6% do PIB.

Desafios no setor de seguros

O consumidor ganha cada vez mais protagonismo e controle sobre suas decisões de acesso a coberturas e serviços, de forma customizada. O corretor sendo parte fundamental na distribuição digital, onde precisa de soluções integradas e ágeis.  

Entre outros desafios já conhecidos para quem é do setor, mas que se intensificam com a velocidade em que o mercado avança, estão:

  • Estreitar o relacionamento com os corretores e suas plataformas; 
  • Busca por canais alternativos de distribuição de seguros (via bancos, varejistas, agências de viagens, cartões de crédito, etc)
  • Otimizar processos internos, como portais de autoatendimento, automação do pagamento de sinistros e despesas, 
  • Melhoria de sistemas para permitir um melhor “product to market”, processos automatizados e integrados com parceiros de negócios.

O que se tinha como um diferencial passou a ser quase que obrigatório para viabilizar ou escalar os negócios, diferentes tecnologias ganharam o consumidor e se destacaram: autosserviços online, que proporcionam agilidade na execução do serviço; flexibilização de coberturas; plataformas digitais mais interativas; renovação ou contratação 100% digital; inteligência artificial, que permite apuração e liquidação de um sinistro em poucas horas.

Tendências no setor de seguros

Dado o cenário, as seguradoras precisam olhar para dentro de casa e desenvolver iniciativas de melhorias de eficiência e agilidade operacional, promovendo a otimização e automatização de processos internos, além de explorar novas tecnologias emergentes. 

Vamos comentar a seguir algumas soluções que já trouxeram grandes impactos em outros segmentos e que mostram enorme potencial no mercado de seguros.

Inteligência Artificial (IA)

A IA está transformando processos críticos de seguro, como subscrição, precificação e sinistros. De acordo com um estudo da McKinsey, estima-se que mais de 50% das atividades de sinistros serão substituídas por automação habilitada por IA até 2030.

A Inteligência Artificial tem sido aplicada para alimentar diversos tipos de processos em vários segmentos, as seguradoras que querem ter destaque e sair na frente precisam adotar essa solução desde já.

Chatbots

O recurso explorado principalmente por negócios digitais está conquistando espaço no mercado de seguros ainda de forma lenta. 

Para que o Chatbot seja capaz de ter um padrão de excelência no atendimento, tirar dúvidas, trazer resoluções rápidas ou fazer com que o consumidor conclua uma compra, é necessário que esteja integrado aos dados e aprendizados gerados pela inteligência artificial e machine learning. Do contrário, o bot “desinformado” pode trazer implicações negativas para os clientes. 

Nesse cenário, outras formas de dar ao consumidor mais autonomia e agilidade são plataformas para autoatendimento, que surgiram com o objetivo de reduzir custos e oferecer uma jornada completa aos consumidores.

Automação (RPA) 

A implementação da automação no setor de seguros pode permitir processos de negócios rápidos, eficazes e escaláveis.

A automação robótica de processos (RPA) apoia a otimizar processos como a subscrição de apólices, processamento de indenizações, gerenciamento de sinistros, cumprimento de conformidade regulatória, integração de novas tecnologias a sistemas existentes, e assim por diante.

Cultura Data Driven

Há um movimento crescente da conscientização no setor de seguros sobre o uso dos dados, contudo, para trabalhar com esse tipo de informação não basta ser big data. É preciso ir além e instaurar a cultura Data-Driven em toda a organização.

A análise preditiva se faz especialmente importante para vendas e subscrições, onde as operadoras podem coletar dados do cliente para entender e prever seu comportamento, identificar riscos de fraude, fazer triagem de sinistros, antecipar tendências e assim por diante.

Profissionais para impulsionar a inovação digital nas seguradoras

Um desafio emergente quando se fala em transformação digital é a limitação devido ao volume de colaboradores com capacidade para impulsionar a inovação digital. Contratar profissionais desse perfil é uma missão quase impossível. No Brasil, o setor tem um déficit estimado de 400 mil profissionais, podendo chegar a 797 mil até 2025, de acordo com levantamento da Brasscom.

Independentemente dos desafios, a tecnologia precisa estar no centro da estratégia da seguradora, e por isso, será importante desenvolver parcerias com outros players do ecossistema, seja com parceiros de distribuição ou de tecnologia. Fale com nossos especialistas e veja como as tendências do setor de seguros podem ser aplicadas no seu contexto!

Insights do nosso time

Obtenha insights do nosso time de especialistas sobre metodologias de desenvolvimento de software, linguagens, tecnologia e muito mais para apoiar o seu time na operação e estratégia de negócio.
Saiba mais sobre a Objective
Pergunte algo sobre nossa expertise, serviços e consultoria.