Transformação Digital e o papel da Engenharia de Plataforma
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A engenharia de plataforma está emergindo como uma peça-chave na transformação digital das empresas. Com o objetivo de otimizar a entrega de software e aliviar a carga das equipes de desenvolvimento, essa prática ganhou destaque, sendo classificada pela Gartner por dois anos consecutivos como uma das 10 Principais Tendências Tecnológicas Estratégicas. A engenharia de plataforma acelera o desenvolvimento de soluções verticais, aumenta a velocidade de entrega de produtos e facilita a conectividade em diferentes ambientes.
O conceito de engenharia de plataforma pode ser entendido como um conjunto de ferramentas, capacidades e processos, projetados para serem consumidos de maneira simples por desenvolvedores e usuários finais, o que resulta em um aumento na produtividade dos usuários e alivia a carga das equipes de desenvolvimento, permitindo que se concentrem em tarefas de maior valor.
Neste artigo, exploraremos o conceito de engenharia de plataforma, destacando seus benefícios, os desafios, além das tendências que moldam essa prática. Para inspirá-lo, também apresentamos o case de sucesso do Spotify, uma referência na implementação de plataformas eficientes. Boa leitura!
O que é engenharia de plataforma?
Engenharia de plataforma é um campo emergente de engenharia de software que se concentra na criação e manutenção de plataformas internas para apoiar o trabalho de desenvolvedores e outras equipes técnicas. O seu principal objetivo é proporcionar uma base comum e consistente de ferramentas, serviços e infraestrutura que possibilitem o desenvolvimento, a implantação e a operação de software de forma mais eficiente e escalável.
Como funciona a engenharia de plataforma?
A engenharia de plataforma envolve a criação de uma plataforma de suporte dedicada, mantida por uma equipe especializada, que fornece ferramentas e recursos reutilizáveis para atender às necessidades dos desenvolvedores de software e outras equipes técnicas.
Fonte: https://www.gartner.com.br/pt-br/artigos/o-que-e-engenharia-de-plataforma
A seguir, estão os principais pontos sobre como a engenharia de plataforma funciona:
Equipe dedicada para criação e manutenção da plataforma
Tudo começa com uma equipe de produto dedicada que tem o papel de projetar e manter a plataforma. Essa plataforma é adaptada para fornecer suporte às equipes de desenvolvimento de software, oferecendo ferramentas e recursos reutilizáveis que facilitam o trabalho dos desenvolvedores e a interação com infraestruturas complexas. Esse mesmo time também é responsável por garantir que a plataforma atenda às necessidades da empresa e de seus usuários finais.
Personalização para atender necessidades específicas
O funcionamento da plataforma de engenharia é orientado pelas necessidades dos seus usuários finais, que geralmente são desenvolvedores e engenheiros de operações. Por isso, a equipe de plataforma precisa compreender profundamente essas necessidades, priorizar as demandas e criar soluções que sejam realmente úteis para o público-alvo, cada empresa pode ter requisitos diferentes, então as plataformas são personalizadas para refletir essas especificidades.
Uso de portais internos para desenvolvedores
Um dos primeiros passos na criação de uma plataforma de engenharia é o desenvolvimento de portais internos de desenvolvedores. Esses portais são mais maduros e consolidam um conjunto de ferramentas, processos e recursos selecionados para facilitar o trabalho dos desenvolvedores. Especialistas na área configuram esses portais para garantir que sejam fáceis de usar e que forneçam os recursos mais relevantes para as equipes de desenvolvimento.
Foco na experiência de autoatendimento
O objetivo final é proporcionar uma experiência de autoatendimento sem atrito. Isso significa que os desenvolvedores e especialistas podem acessar as ferramentas e recursos de que precisam de forma autônoma, sem depender de outros departamentos. A plataforma deve apresentar tudo de forma clara e organizada, com o foco em simplificar o processo de desenvolvimento, reduzindo a carga cognitiva sobre os usuários e permitindo que eles se concentrem em tarefas de maior valor
Aumento da produtividade e redução de custos
A plataforma é projetada para aumentar a produtividade dos desenvolvedores, ao centralizar recursos e eliminar redundâncias. Com o autoatendimento e a automação, a plataforma reduz o tempo gasto em tarefas operacionais e diminui as despesas operacionais, ajudando as equipes a entregarem software mais rapidamente e com menor custo.
Ferramentas modernas e integração com DevOps
Com a evolução das ferramentas modernas, a engenharia de plataforma se tornou um dos temas mais importantes na comunidade DevOps, essas novas ferramentas visam facilitar a criação e manutenção das plataformas, melhorando a integração entre as equipes de desenvolvimento e operações e tornando os processos mais eficientes.Sem contar que elas ajudam a automatizar tarefas, provisionar recursos e monitorar sistemas, simplificando a vida das equipes técnicas.
Quais são os princípios da engenharia de plataforma?
Os princípios da Engenharia de Plataforma orientam a criação, manutenção e otimização de plataformas internas que suportam o desenvolvimento de software de maneira eficiente e escalável. O princípio fundamental é permitir que desenvolvedores e outras equipes técnicas realizem suas tarefas de forma autônoma, sem depender de intervenção constante de especialistas técnicos.
Outro princípio importante é que a plataforma deve ser projetada para crescer junto com a empresa, garantindo escalabilidade sem comprometer a performance e promovendo a automação e o uso otimizado de recursos, assegurando eficiência operacional.
Separamos mais três outros princípios que irão te guiar nesse processo:
Reutilização de componentes
A plataforma deve incentivar a reutilização de componentes, bibliotecas e serviços para evitar duplicação de esforços e garantir consistência em toda a organização. Isso também melhora a produtividade ao fornecer blocos de construção testados e confiáveis para novos projetos.
Segurança e confiabilidade integradas
A segurança não deve ser uma etapa adicionada no final, mas sim um elemento intrínseco em toda a arquitetura da plataforma. A conformidade com padrões de segurança e privacidade, bem como a garantia de alta disponibilidade e confiabilidade, são essenciais para proteger dados e operações.
Observabilidade e monitoramento
Uma boa plataforma fornece visibilidade clara sobre o desempenho das aplicações e da própria infraestrutura. Isso inclui logs, métricas e rastreamento distribuído, de modo que problemas possam ser identificados e resolvidos rapidamente, mantendo a estabilidade e a eficiência do sistema
Como a engenharia de plataforma contribui para a inovação e agilidade nas empresas?
Segundo dados da Gartner, até 2026, 80% das grandes organizações de engenharia de software terão estabelecido equipes de engenharia de plataforma para atuar como provedores internos de serviços, componentes e ferramentas reutilizáveis voltadas à entrega de aplicativos.
A engenharia de plataforma promete resolver um dos principais desafios das empresas: a colaboração eficaz entre operadores e desenvolvedores de software. Ao fornecer a infraestrutura e ferramentas necessárias, a engenharia de plataforma permitirá que as equipes de desenvolvimento se concentrem em inovar e entregar valor com agilidade, impulsionando a capacidade das empresas a responder de forma eficiente às demandas do mercado.
Aqui estão as principais maneiras de obter mais agilidade e inovação por meio da engenharia de plataforma:
Aceleração do ciclo de desenvolvimento
A engenharia de plataforma cria um ambiente no qual os desenvolvedores podem executar suas tarefas de forma rápida e eficiente, graças a ferramentas de automação e autoatendimento. Processos que anteriormente eram manuais e demorados, como a configuração de infraestrutura, provisionamento de servidores ou pipelines de CI/CD, passam a ser automáticos. Isso reduz o tempo de desenvolvimento e entrega de novos produtos, permitindo que a empresa responda mais rapidamente às mudanças de mercado.
- Exemplo: pipelines de integração contínua (CI) e entrega contínua (CD) automatizam o teste e a implantação de código, permitindo que novos recursos e correções de bugs cheguem ao mercado rapidamente.
Redução de barreiras para a inovação
Ao fornecer uma infraestrutura comum e padronizada, a engenharia de plataforma libera os desenvolvedores de tarefas operacionais repetitivas e complexas, como a configuração de servidores ou a manutenção de ambientes de teste. Isso permite que eles se concentrem em inovações e na criação de novos produtos e serviços.
- Exemplo: com uma plataforma interna de autoatendimento, os desenvolvedores podem criar rapidamente ambientes para experimentar novas tecnologias ou testar novas ideias, sem depender de aprovações ou tempo de espera de outras equipes.
Escalabilidade e flexibilidade
Com uma plataforma que se adapta ao crescimento da empresa, os times podem implementar novos projetos ou lidar com picos de demanda sem precisar se preocupar com limitações de infraestrutura.
- Exemplo: em um cenário de crescimento rápido, a capacidade de provisionar novos recursos automaticamente em ambientes de nuvem permite que novos serviços ou funcionalidades sejam lançados sem atrasos.
Adaptação rápida a novas tecnologias
A engenharia de plataforma facilita a adoção de novas tecnologias, permitindo que as equipes implementem e integrem novos serviços, linguagens de programação ou frameworks de forma mais ágil, sem comprometer a infraestrutura existente. Isso cria um ambiente propício à experimentação e inovação constante.
- Exemplo: se uma equipe deseja testar um novo banco de dados ou ferramenta de contêiner, a plataforma pode fornecer a infraestrutura necessária sem reconfigurações manuais complexas.
Quais são os desafios da implementação da engenharia de plataforma?
Um estudo conduzido pela Forrester Consulting em parceria com o Qt Group, que entrevistou 317 tomadores de decisão, revelou que dois terços dos entrevistados acreditam que a engenharia de plataforma melhora a experiência do cliente final. No entanto, o relatório também destaca desafios significativos.
O principal obstáculo identificado é a escassez de talentos, um problema que agrava dificuldades já existentes na implementação da engenharia de plataforma, cerca de 50% dos participantes apontaram a falta de profissionais qualificados como o maior bloqueio para o sucesso das estratégias de plataforma de engenharia.
E os desafios não param por aí, confira os demais apontados pelo relatório:
Reutilização e adaptação
Cerca de 50% das empresas enfrentam dificuldades em equilibrar a reutilização de componentes padronizados e de alta qualidade com a necessidade de adaptar as plataformas a diversos casos de uso, incluindo diferentes tipos de hardware e soluções de software.
Múltiplos dispositivos e sistemas operacionais
Mais da metade das empresas relatou que trabalhar com vários dispositivos, sistemas operacionais e fatores de forma é uma tarefa difícil. A diversidade de ambientes torna a integração e o suporte a esses sistemas mais complexos.
Colaboração e falta de processos
Quatro em cada dez empresas destacaram a dificuldade na colaboração entre as equipes de design, desenvolvimento, teste e implantação. A integração entre essas funções é essencial, mas muitas vezes limitada devido a lacunas de comunicação e falta de processos claros. Sem contar que, 44% das empresas apontam que os sistemas embarcados carecem de processos de design UI/UX unificados. Isso afeta a acessibilidade e a inclusão, criando uma falta de consistência no design e experiência do usuário final.
Resistência cultural
Além das dificuldades técnicas, também há integração de plataformas legadas e a resistência cultural das equipes, que frequentemente se opõem a mudanças ou à adoção de novas práticas tecnológicas.
Apesar dos desafios, quase todos os entrevistados afirmaram que a liderança de suas empresas continua apoiando as estratégias de engenharia de plataforma. Isso não é por acaso: a engenharia de plataforma se mantém como uma escolha estratégica, oferecendo benefícios significativos, como a melhoria na experiência do usuário e o aumento da competitividade no mercado. Esses resultados reforçam o valor de longo prazo dessa abordagem, mesmo diante de obstáculos como a escassez de talentos.
Como a engenharia de plataforma impacta a arquitetura de sistemas e aplicações?
A frase de Paul Delory, vice-presidente analista da Gartner: “A engenharia de plataforma surgiu em resposta à complexidade crescente das arquiteturas de software modernas. Atualmente, usuários finais não especialistas são, muitas vezes, solicitados a operar um conjunto de serviços arcanos complicados”, ressalta a complexidade das arquiteturas de sistemas modernos e a importância do surgimento da engenharia de plataforma como uma solução para essa complexibilidade.
A engenharia de plataforma promove mudanças estruturais e operacionais que afetam como as aplicações são projetadas, implementadas, testadas e mantidas. A seguir, estão os principais aspectos do impacto da engenharia de plataforma na arquitetura de sistemas:
Adoção de arquitetura de microserviços
Incentiva a adoção de uma arquitetura baseada em microserviços, onde as aplicações são divididas em pequenos serviços independentes que se comunicam entre si por meio de APIs, essa abordagem facilita a escalabilidade, resiliência e agilidade no desenvolvimento e implantação de novas funcionalidades.
- Impacto:
- Cada equipe pode trabalhar de forma autônoma em seus próprios serviços, sem interferir no desenvolvimento de outros componentes do sistema.
- Facilita a escalabilidade horizontal, permitindo que diferentes microserviços sejam escalados individualmente conforme a demanda.
- Melhora a modularidade e reutilização de componentes, pois serviços menores podem ser desenvolvidos e mantidos de forma independente.
Infraestrutura como Código (IaC)
A engenharia de plataforma promove o uso de Infraestrutura como Código (IaC), que permite definir, provisionar e gerenciar a infraestrutura de TI por meio de scripts e código versionado. Isso proporciona consistência e automação na configuração de ambientes, ajudando a padronizar a infraestrutura em várias equipes e projetos.
- Impacto:
- A infraestrutura se torna uma parte integral da arquitetura de sistemas, podendo ser facilmente replicada, auditada e modificada por meio de versionamento.
- Facilita a criação de ambientes de desenvolvimento, testes e produção idênticos, minimizando problemas de “funciona na minha máquina”.
- Permite escalar recursos de forma automática e programática, melhorando a eficiência e reduzindo o tempo de provisionamento de novos serviços.
- A operação da aplicação, monitoramento e detecção de falhas são incorporados desde o início no design arquitetônico, tornando o sistema mais resiliente e fácil de monitorar.
Abstração da infraestrutura e nuvem
Promove a abstração da infraestrutura subjacente, permitindo que os desenvolvedores se concentrem na lógica de negócios e no desenvolvimento de funcionalidades, sem a necessidade de gerenciar diretamente a infraestrutura. Essa abordagem é amplamente facilitada pelo uso de computação em nuvem e plataformas que automatizam o provisionamento de recursos.
- Impacto:
- Aplicações são projetadas para serem independentes de infraestrutura, facilitando a portabilidade entre diferentes provedores de nuvem ou ambientes on-premise.
- A arquitetura do sistema se torna mais flexível, podendo facilmente tirar proveito de diferentes serviços de nuvem, como armazenamento distribuído, balanceadores de carga e escalabilidade automática.
- A automação de infraestrutura melhora a eficiência operacional, permitindo que novos ambientes sejam criados sob demanda para testes ou novos serviços.
Facilidade para testes e deploy
A engenharia de plataforma fornece uma base sólida para a automação de testes e deployment, o que influencia diretamente como as aplicações são arquitetadas, promovendo a criação de sistemas modulares e facilmente testáveis.
- Impacto:
- Aplicações são divididas em componentes que podem ser testados e implantados de maneira independente, reduzindo o risco de que uma falha em um componente afete outros.
- O uso de contêineres e orquestradores como Kubernetes permite que as aplicações sejam implantadas em ambientes isolados, o que facilita testes em larga escala e implantações contínuas.
Qual a relação entre engenharia de plataforma e IA?
A última pesquisa da Platform Engineering, que reuniu mais de 200 profissionais de engenharia de plataforma, releva que a Inteligência Artificial (IA), ainda não foi totalmente concretizada no trabalho diário desses profissionais, isto porque, pouco mais da metade 52% dos entrevistados trabalham com IA em algum nível, enquanto 37% não trabalham mais querem e 14% não planejam. No entanto, não podemos ignorar o fato de que a IA é uma das principais tendências da engenharia de plataforma.
A IA, especialmente os Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), está próximo da engenharia de plataforma e traz uma série de melhorias significativas para a forma como plataformas são projetadas e gerenciadas. Os LLMs têm a capacidade de automatizar tarefas repetitivas, melhorar a descoberta de recursos dentro de plataformas internas e fornecer suporte em tempo real para desenvolvedores e engenheiros.
Melhor descoberta de recursos
Com a capacidade de processar linguagem natural, os LLMs permitem que os desenvolvedores explorem os recursos de uma plataforma interna, consultando exemplos de código, documentação e sintaxe de comando de forma mais eficiente. Isso facilita o uso de tecnologias subjacentes sem a necessidade de navegar por extensa documentação.
Suporte avançado para desenvolvedores
LLMs treinados especificamente para o contexto de uma organização podem atuar como assistentes virtuais dentro da plataforma, oferecendo suporte em tempo real, solucionando problemas técnicos e respondendo a consultas de forma rápida e precisa. Isso reduz o número de tickets de suporte e melhora a experiência geral do desenvolvedor.
Comunicação entre equipes
Os LLMs também podem ser usados para ajudar as equipes de engenharia a se comunicarem melhor com stakeholders não técnicos, criando relatórios em linguagem simples sobre o desempenho da plataforma e métricas importantes, como número de implantações e economia de tempo. Isso melhora a transparência e a colaboração entre as equipes técnicas e executivas.
Apesar dos benefícios, é importante que as organizações implementem proteções adequadas ao usar LLMs para evitar riscos de segurança, como a introdução de código malicioso ou vazamentos de dados, destacando a necessidade de precauções no uso dessa tecnologia. Essa convergência entre engenharia de plataforma e IA promete tornar as operações de TI mais eficientes, otimizadas e escaláveis, permitindo que as equipes de desenvolvimento inovem de forma mais rápida e eficaz
Quais são as tendências da engenharia de plataforma?
Nos últimos dois anos, a engenharia de plataforma evoluiu de um segmento especializado com poucos profissionais para se tornar uma das tendências do cenário de tecnologia nativa em nuvem, inclusive, ainda há previsões de crescimento significativo e mudanças importantes em sua implementação.
De acordo com o State of Platform Engineering Report de 2023 existem quatro principais tendências sendo elas:
Aumento do foco na abstração de infraestrutura
As plataformas devem tornar mais fácil para os desenvolvedores abstraírem a complexidade da infraestrutura subjacente, o que ajuda a reduzir a carga cognitiva, permitindo que eles se concentrem mais na entrega de valor e menos em questões operacionais, como configuração de servidores e redes.
Popularização dos catálogos de serviços
Esses catálogos de serviços tendem a se tornar mais amigáveis e acessíveis, simplificando o uso para equipes de desenvolvimento e acelerando a automação.
Maior foco na experiência do desenvolvedor (DevEx)
As empresas estão dando mais atenção ao DevEx, com plataformas sendo desenvolvidas para melhorar a eficiência e satisfação dos desenvolvedores. Isso inclui o desenvolvimento de plataformas de autoatendimento que eliminam a necessidade de tickets e espera por suporte operacional.
Crescimento das comunidades de engenharia de plataforma
O interesse por plataformas internas está crescendo rapidamente, com a comunidade de engenharia de plataforma expandindo globalmente. Conferências como PlatformCon e o aumento de meetups são sinais de que essa área está se consolidando como um componente-chave para o futuro do DevOps e da infraestrutura de TI.
Essas tendências refletem a importância da engenharia de plataforma como uma peça fundamental para empresas que buscam melhorar sua eficiência, escalabilidade e capacidade de inovação, especialmente em ambientes de nuvem e DevOps. As empresas estão investindo cada vez mais em equipes dedicadas para construir plataformas internas que melhoram a experiência dos desenvolvedores e acelerem a entrega de software.
Case de sucesso
O Spotify é uma referência implementação de engenharia de plataforma, inclusive tal fato já chamada de anúncio de vagas, isso porque a Plataform Mission, que é uma das melhores definições de plataforma de engenharia que temos atualmente.
A Platform Mission foi criada para conectar desenvolvedores e engenheiros, com o objetivo de dar eficiência aos times por meio da criação de ferramentas, estruturas e capacidades que facilitam o trabalho internos. Um dos resultados de destaque foi o desenvolvimento do Backstage, um portal de desenvolvedores que centraliza dados, documentação e ferramentas, proporcionando uma experiência coesa para todos os 6.000 engenheiros da empresa.
Atualmente a Mission gerencia um marketplace interno de microsserviços, ajudando as equipes a navegar pelos recursos da empresa, além disso, o Spotify utiliza técnicas de gamificação e padronização, como o FleetShift, para garantir que as equipes sigam padrões de desenvolvimento de alta qualidade e possam realizar grandes refatorações de forma automatizada.
Esse esforço proporcionou uma redução no tempo de integração dos desenvolvedores, que passou de 60 dias para apenas 20, após a adoção de processos simplificados e padronizados. Iniciativas como essa colaboram para que o Spotify escale sua operação global com agilidade, mantendo a inovação constante no centro de suas operações.
Por que contratar um parceiro como a Objective?
As empresas de tecnologia enfrentam um grande desafio ao equilibrar a criação de produtos inovadores e o gerenciamento complexo das arquitetura de sistemas. Para equipes internas, a sobrecarga de lidar com a infraestrutura, segurança e escalabilidade pode não apenas reduzir a produtividade, mas também aumentar o risco de esgotamento. A engenharia de plataforma tem o papel de aliviar essa pressão, permitindo que os times se concentrem naquilo que fazem de melhor: criar soluções que impulsionam o negócio.
Ao contar com um parceiro como a Objective, sua empresa pode garantir que a engenharia de plataforma seja gerida por especialistas que dominam as melhores práticas de mercado, mantendo o seu negócio ágil, seguro e otimizado. Temos vasta experiência em grandes negócios, desde a otimização de recursos em ambientes de nuvem até a implementação de automações que aceleram o ciclo de desenvolvimento. Entre em contato com os nossos especialistas e saiba como podemos te ajudar.