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Quando o sistema atrasa a apólice: o custo invisível da tecnologia legada em seguros 

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No mercado de seguros, alguns dos maiores obstáculos à inovação nem sempre estão visíveis para o cliente. Por trás de uma cotação demorada, de um processo que exige intervenção manual ou da dificuldade de lançar um novo produto, pode existir uma arquitetura tecnológica construída há anos e que já não acompanha a velocidade exigida pelo negócio.

Esse cenário ganha ainda mais relevância com o avanço da inteligência artificial. 74% das seguradoras apontam analytics preditivo como uma área prioritária de investimento para subscrição e sinistros, enquanto a expectativa do setor é alcançar economias médias superiores a 20% nos próximos anos com ganhos de produtividade relacionados à IA.

Mas capturar esse potencial exige uma base tecnológica capaz de acompanhá-lo. A transformação das operações com tecnologia e dados estão entre as prioridades do setor, destacando automação e digitalização como elementos necessários para criar operações mais ágeis, reduzir custos e melhorar resultados ao longo da cadeia de seguros.

Na prática, o legado pode transformar-se em um custo que vai muito além da manutenção de software. Ele aparece no tempo para colocar produtos no mercado, na capacidade de integrar dados, na dependência de processos manuais, na experiência do cliente e até na velocidade para adotar novas tecnologias.

A Objective vivenciou esse desafio ao apoiar a modernização do sistema core de uma seguradora líder global. O acúmulo de camadas tecnológicas já comprometia a eficiência e a capacidade de resposta do negócio, além de gerar dificuldades de manutenção, limitações de escala, ausência de documentação clara e maior risco operacional.

A modernização foi realizada de maneira incremental, utilizando IA desde a análise do código legado até documentação, arquitetura, desenvolvimento e testes. Em uma das frentes, o esforço estimado caiu 62,5%, de 80 para 30 horas, além de ganhos de 53,3% e 46,7% em outras funcionalidades.

O ponto, portanto, não é simplesmente substituir uma tecnologia porque ela envelheceu. É entender quanto a estrutura atual está custando ao negócio — e quanto ela pode estar impedindo a seguradora de evoluir.

O que é tecnologia legada em seguros?

Tecnologia legada não é simplesmente um sistema antigo. O termo se refere a aplicações, arquiteturas e infraestruturas que continuam essenciais para a operação, mas apresentam limitações para acompanhar as necessidades atuais do negócio.

Em seguradoras, isso pode envolver sistemas core responsáveis por processos críticos, como emissão de apólices, gestão de sinistros, faturamento, subscrição e administração de produtos. Muitas dessas plataformas foram construídas ao longo de anos e receberam sucessivas adaptações para atender novas demandas.

O problema surge quando essa estrutura passa a dificultar integrações, exigir alto esforço de manutenção ou tornar qualquer mudança mais lenta e complexa.

Por isso, a idade da tecnologia, isoladamente, não determina se ela é um legado problemático. O principal indicador é o quanto ela limita a capacidade da seguradora de evoluir processos, produtos e experiências na velocidade que o mercado exige.

Quais são os custos ocultos dos sistemas legados para as seguradoras?

O custo de um sistema legado vai além de licenças, infraestrutura e manutenção. Muitas vezes, o impacto mais relevante está no esforço adicional necessário para manter o negócio funcionando e evoluindo.

Alterações que deveriam ser simples podem exigir desenvolvimento complexo, testes extensos e conhecimento de profissionais especializados em tecnologias antigas. Ao mesmo tempo, integrações difíceis podem levar à criação de processos paralelos, controles manuais e retrabalho.

Na prática, esse custo aparece em diferentes pontos da operação: maior tempo para lançar ou alterar produtos, dependência de processos manuais, dificuldade para integrar parceiros e canais, aumento do esforço de manutenção e menor capacidade de responder rapidamente às necessidades do negócio.

“O custo do legado não está apenas no orçamento de TI. Ele aparece no tempo que a empresa leva para mudar um produto, integrar uma nova solução ou responder a uma necessidade do negócio. Quando a tecnologia reduz essa capacidade de resposta, o impacto passa a ser estratégico.” –  Leandro Saran, COO da Objective 

Em seguros, o efeito pode chegar diretamente ao cliente. Quando a tecnologia aumenta o número de etapas necessárias para cotar, emitir ou alterar uma apólice, por exemplo, o custo do legado deixa de ser apenas tecnológico e passa a afetar eficiência, experiência e competitividade.

É esse custo menos visível que torna a modernização uma discussão de negócio — e não apenas uma decisão da área de TI.

Tecnologia legada limita o uso de dados e IA nas seguradoras?

Sim. Um dos principais obstáculos para escalar iniciativas de dados e IA está na capacidade de acessar, integrar e disponibilizar informações com qualidade e velocidade — algo que arquiteturas legadas nem sempre foram projetadas para fazer.

Em seguradoras, informações sobre clientes, apólices, sinistros, pagamentos e riscos podem estar distribuídas em diferentes sistemas, formatos e bases. Quando esses ambientes têm baixa interoperabilidade, criar uma visão integrada exige mais esforço e pode comprometer a qualidade dos dados utilizados pelos modelos.

O impacto também aparece na integração. Aplicações modernas de IA precisam se conectar aos processos existentes para consumir dados e devolver análises ou recomendações à operação. Arquiteturas pouco flexíveis e com limitações de APIs podem tornar essa integração mais lenta, cara e complexa.

Isso não significa que uma seguradora precise substituir todo o legado antes de avançar com IA. Em muitos casos, a estratégia pode passar por desacoplar funcionalidades, criar camadas de integração, modernizar componentes prioritários e organizar a arquitetura de dados de forma incremental.

Assim, modernização e IA não precisam ser projetos isolados. A evolução da arquitetura tecnológica pode ser direcionada justamente pelos casos de uso de dados e IA que tenham maior potencial de gerar valor para o negócio.

Manter sistemas legados aumenta os riscos de segurança e conformidade?

Pode aumentar. Sistemas legados que já não recebem atualizações adequadas ou dependem de tecnologias descontinuadas podem ampliar a exposição a vulnerabilidades e dificultar a adoção de mecanismos modernos de proteção.

O desafio também está na visibilidade e rastreabilidade. Arquiteturas construídas ao longo de muitos anos podem envolver diferentes sistemas, integrações e regras de acesso, tornando mais complexo identificar quem acessou determinada informação, como os dados foram utilizados e onde estão armazenados.

Para seguradoras, esse ponto é especialmente relevante pela quantidade de dados pessoais, financeiros e informações relacionadas à avaliação de riscos processados diariamente. Segurança, privacidade e conformidade precisam acompanhar todo o ciclo de vida dessas informações.

Além disso, quanto maior a dependência de componentes antigos e de conhecimento concentrado em poucos profissionais, maior pode ser o risco operacional associado a falhas, indisponibilidade ou necessidade de mudanças emergenciais.

Modernizar, portanto, não significa apenas ganhar velocidade. Também é uma oportunidade para revisar arquitetura, acessos, integrações, rastreabilidade e controles, incorporando segurança e conformidade ao desenho tecnológico desde o início.

Modernizar ou substituir: qual é a melhor estratégia para sistemas legados em seguros?

Não existe uma resposta única. Substituir completamente um sistema core pode fazer sentido em determinados cenários, mas também envolve custos, riscos de migração e impactos sobre processos críticos. Em outros casos, modernizar progressivamente a arquitetura pode gerar resultados mais rápidos e reduzir riscos.

A decisão deve considerar fatores como criticidade do sistema, custo de manutenção, dependências existentes, capacidade de integração, disponibilidade de conhecimento técnico e impacto das limitações atuais sobre o negócio.

Uma estratégia possível é a modernização incremental: funcionalidades são desacopladas gradualmente, componentes críticos são reestruturados e novas arquiteturas passam a coexistir com o legado durante a transição. Isso permite evoluir a tecnologia sem necessariamente interromper operações essenciais.

Foi essa abordagem adotada pela Objective em um projeto para uma seguradora líder global, cujo sistema core acumulava camadas tecnológicas que dificultavam a manutenção e escalabilidade. Em vez de uma substituição abrupta, a modernização aconteceu de forma incremental, com reconstrução de funcionalidades sobre uma arquitetura modular e uso de IA em etapas como análise de código, documentação, desenvolvimento e testes.

Em uma das funcionalidades modernizadas, o esforço estimado caiu de 80 para 30 horas, uma redução de 62,5%. Outras frentes registraram reduções de 53,3% e 46,7%, mostrando como modernização arquitetural e novas ferramentas de desenvolvimento podem caminhar juntas.

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Mais do que escolher entre manter ou substituir, portanto, a questão é definir qual estratégia permite reduzir a dependência do legado sem criar um risco ainda maior para a operação.

Por onde começar a jornada de modernização tecnológica em seguros?

Modernizar não significa começar pelo sistema mais antigo ou substituir imediatamente o core da operação. O primeiro passo é entender onde a tecnologia atual está limitando o negócio e quais mudanças podem gerar maior impacto.

Esse diagnóstico deve considerar arquitetura, integrações, dependências, qualidade do código e dos dados, riscos operacionais e, principalmente, os processos de negócio afetados. A partir dessa visão, é possível estabelecer prioridades e construir um roadmap que equilibre valor, complexidade e risco.

A modernização também pode acontecer de forma progressiva. Componentes podem ser desacoplados, integrações modernizadas e funcionalidades reconstruídas por etapas, permitindo que a empresa avance sem comprometer a continuidade de operações críticas.

Mais do que definir uma nova arquitetura, portanto, o desafio é construir uma estratégia adequada à realidade de cada seguradora. Não existe um único caminho para modernizar sistemas legados: o ponto de partida depende do ambiente tecnológico, dos objetivos do negócio e do nível de maturidade de cada organização.

A Objective atua justamente nesse contexto, combinando conhecimento de negócio, arquitetura, engenharia de software, dados e IA para construir jornadas de modernização adaptadas a diferentes cenários — da evolução incremental de sistemas existentes à construção de novas soluções.

Se a tecnologia atual está limitando a evolução da sua operação, fale com nossos especialistas. Podemos entender o seu cenário, identificar os pontos críticos e desenhar uma estratégia de modernização personalizada para as necessidades e objetivos do seu negócio.

Perguntas frequentes sobre o tema

O que são sistemas legados em seguradoras?

São sistemas, aplicações ou arquiteturas que continuam essenciais para a operação, mas apresentam limitações para atender às necessidades atuais do negócio, como integração, escalabilidade, segurança ou velocidade de evolução.

Quais são os principais impactos dos sistemas legados para as seguradoras?

Além dos custos de manutenção, o legado pode gerar processos manuais, retrabalho, integrações complexas, maior tempo para lançar produtos e dificuldade para responder rapidamente às mudanças do mercado.

Sistemas legados dificultam a adoção de inteligência artificial?

Podem dificultar. Soluções de IA dependem de dados acessíveis, integrados e confiáveis. Arquiteturas fragmentadas ou pouco flexíveis podem aumentar a complexidade para disponibilizar essas informações e integrar a IA aos processos existentes.

É necessário substituir todo o sistema legado para modernizar uma seguradora?

Não. A modernização pode ser incremental, com desacoplamento de funcionalidades, criação de novas integrações e evolução de componentes prioritários. A estratégia depende da arquitetura, dos riscos e dos objetivos de cada empresa.

Como começar um projeto de modernização tecnológica em seguros?

O primeiro passo é avaliar o ambiente atual e identificar onde a tecnologia está limitando o negócio. Com esse diagnóstico, a seguradora pode priorizar iniciativas considerando impacto, complexidade e risco e construir um roadmap de evolução adequado à sua realidade.

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