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Sistemas Legados: como e por que introduzir técnicas modernas

  • Desenvolvimento de Software

Um dos maiores desafios das empresas na atualidade é modernizar os sistemas legados com novas ferramentas, técnicas e automações, especialmente porque, na era digital, empreendimentos de todos os setores estão cada vez mais dependentes da tecnologia e de recursos automatizados.

Demandas dos clientes, backlog de novas funcionalidades, bugs, com todas essas demandas do dia a dia, será que sobra tempo para o time de TI pensar em inovação? A verdade é que as organizações que não se transformam, morrem. Portanto, achar um momento para inovar é fundamental para manter a competitividade e sair na frente da concorrência.

Sua empresa está preparada para abraçar essa nova realidade? Diante da relevância do tema, elaboramos um post sobre o que é um sistema legado e por que é importante renovar suas tecnologias. Acompanhe!

O que é um sistema legado?

Sistemas Legados são plataformas em obsolescência que estão em uso dentro de uma companhia por muitos anos. Eles são desenvolvidos para ter uma loga vida útil, sendo organizados em modelo de camadas (sistema sociotécnico).

Em outras palavras, podemos dizer que, em virtude de muitos avanços da tecnologia, essa infraestrutura deixa de se encaixar às dinâmicas da organização, como um software desenvolvido há várias décadas.

De acordo com o autor e engenheiro de sistemas da Walt Disney Company, Michael C. Feathers, em seu livro “Working effectively with legacy code”, código legado é um código sem testes automatizados.

E ele completa seu raciocínio afirmando que os principais desafios dos processos legados são: débito técnico e trabalho manual. Ou seja, eles dependem excessivamente da intervenção humana e deixam a desejar nas suas configurações.

Quais as suas desvantagens?

Apesar de as empresas manterem os sistemas antigos por confiabilidade, a manutenção de um software desatualizado gera maior custo para a empresa, além de trazer muitos bugs, principalmente quando se tenta implementar melhorias nesse processo.

Hoje, o mundo é nutrido por informações em tempo real, que possibilitem decisões rápidas e acertadas. No ambiente interno de uma empresa, essa abordagem é crucial para que ela sobreviva e se posicione entre os melhores players do mercado.

Sistemas defasados abrem espaços para processos manuais, que estão sempre sujeitos a falhas humanas e podem causar problemas que seriam facilmente evitados por meio da automação.

Além disso, vale tomar maior cuidado quanto a vulnerabilidade dos sistemas legados sobre o armazenamento de dados, o que faz cair o argumento de confiabilidade utilizado por muitas empresas.

Mais do que nunca é importante abrir espaço para repensar o uso de criptografia desses dados, atualizando os patches de segurança. Por um ponto de vista menos pragmático, também cabe às empresas buscar mecanismos de inovação para motivar seus funcionários.

Normalmente, os desenvolvedores se sentem frustrados, já que o conhecimento de um sistema legado é limitado apenas há algumas pessoas e o processo de aprendizado é lento. As mudanças são baseadas no que é possível de realizar e não no propósito do que é melhor para a empresa.

Quais as suas principais características?

Ao contrário do que muitos podem imaginar, sistemas legados não são sinônimos apenas de lentidão. A seguir, confira os principais indícios de que o seu negócio está operando um modelo ultrapassado.

Software desatualizado

O primeiro indicador de sistemas legados é o fato de seus desenvolvedores deixam de criar atualizações. Além de corrigir bugs das versões anteriores, os upgrades dos softwares têm o papel fundamental de aumentar os mecanismos de segurança contra ameaças virtuais.

Os crimes cibernéticos estão cada vez mais sofisticados. Por isso, manter um sistema que não passa por atualizações deixa o sistema corporativo totalmente exposto às invasões.

Como resultado, isso pode prejudicar não somente a rotina da empresa devido ao vazar os seus dados, como também manchar a sua imagem de credibilidade no mercado.

Tecnologia obsoleta

Uma das características marcantes dos sistemas legados é que eles são obsoletos. Mas atenção! Isso não significa, necessariamente, que o software seja antigo, e sim pelo fato dele funcionar com uso de tecnologias ultrapassadas.

A ferramenta pode, por exemplo, ter uma linguagem de programação ou protocolos que já não são mais usados, ou ainda bancos de dados e formatos de arquivos depreciados.

Normalmente, temos uma estrutura de hardware antiga, com componentes de mainframes extremamente caros. Eles não conseguem se alinhar às novas diretrizes tecnológicas como escalabilidade e integração.

Chega um momento que as lacunas provocadas pelos sistemas legados não podem mais ser supridas sem a mudança de tecnologia, e começam a interferir não apenas no âmbito interno, mas também na experiência dos clientes.

Falta de mobilidade

Em plena era digital, uma forte tendência dos softwares atuais é ter uma versão para dispositivos móveis — isso facilita o controle das atividades em tempo real —, pois gestores e colaboradores conseguem acessar informações mesmo estando fora da empresa.

E como nos sistemas legados tudo fica concentrado nos computadores, sem comunicar com diferentes tipos de aplicações, a mobilidade é inviabilizada.

Falta de colaboradores treinados

Outro problema comum dos sistemas legados é que seus recursos são limitados a poucos colaboradores. Então, caso esse profissional precise se ausentar da empresa, ou deixa de trabalhar ali, haverá muita dificuldade para que outras pessoas aprendam a lidar e tenham domínio sobre ele. Portanto, trata-se de uma demanda que envolve tempo e dinheiro.

Falta de escalabilidade

No mundo corporativo moderno, a escalabilidade é uma capacidade primordial para um software. Isso porque, a medida que a empresa cresce, é preciso ampliar seus sistemas a fim de que eles promovam o suporte necessário às operações do negócio.

Contudo, os sistemas legados não foram desenvolvidos sob essa perspectiva. Então, ao insistir nos modelos ultrapassados em determinado momento eles não mais vão atender à dinâmica de funcionamento da empresa.

Ela não vai conseguir, por exemplo, atender uma base maior de clientes, com o mesmo padrão de qualidade. Até chegar um momento de colapso total.

Falta de suporte

Outra dificuldade ao lidar com sistemas legados é que, com o tempo, existe o risco de um fabricante parar de oferecer suporte técnico, por conta de inúmeros fatores. Assim, caso a organização deseje manter a qualidade e a eficiência das operações internas, será preciso mudanças mais drásticas das ferramentas utilizadas.

A dica nesse caso é agir de forma preventiva, ou seja, acompanhar todas as tendências de TI e investir na modernização do seu parque tecnológico antes que isso de torne um problema.

Incompatibilidade com sistemas modernos

Não há como falar em características dos sistemas legados sem mencionar a sua incompatibilidade com softwares modernos. Hoje, um dos principais requisitos dos novos softwares e demais tecnologias corporativas é que sejam facilmente integráveis a outras ferramentas.

Portanto, um sistema de baixa compatibilidade inviabiliza por completo as estratégias de quem busca mais agilidade e excelência operacional. Se você tem um sistema que não interage com diferentes recursos, toda sua estrutura fica estagnada, sem possibilidades de aprimoramento.

Software hospedado em servidores físicos

Quando o assunto é automatização de processos, a dependência de uma infraestrutura de servidores físicos e dispositivos de hardware representa um grande indicativo de sistemas legados.

Por ser consideravelmente mais barata, segura e promover agilidade à rotina de uma empresarial, a computação na nuvem vem dominando o mercado de softwares e aplicativos de gestão.

Como mencionado, o cloud computing permite o controle em tempo real das operações, agregando precisão e rapidez na tomada de decisões.

Como saber se a sua empresa tem um sistema legado?

São diversos critérios que podemos analisar para definir um sistema legado. Quem é da área de TI com certeza já deve ter ouvido muito se falar sobre isso. Contudo, para ajudar você nessa missão, listamos alguns tópicos para diagnosticar a sua presença, ou não, no empreendimento:

redução da vida útil por conta de tecnologias obsoletas e sem suporte;
dificuldade de manutenção por falta de mão de obra;
falta de documentação sobre a criação e regras do sistema;
sistemas críticos desassociados da estratégia do negócio.
Vale lembrar que, sistemas legados não são todos os sistemas antigos, mas sim aqueles que não atendem mais os objetivos da empresa, e não comportam melhorias incrementais.

Quais os benefícios em migrar os sistemas legados?

A implementação de tecnologias deve ser um hábito constante nas empresas. Entretanto, a falta de manutenção e melhorias transformando os seus recursos em sistemas legados. É que acontece na maioria dos casos.

Conforme a empresa atualiza sua estratégia, foco, produtos e serviços, torna-se necessário também agregar novas funcionalidades e desenvolver suas aplicações.

Mas para que isso seja eficaz, é necessário que códigos acrescentados ou modificados sejam monitorados para manter o controle e organização aos desenvolvedores, sejam eles os atuais ou os próximos a entrar no projeto.

Uma frase bastante citada pelos usuários de sistemas legados é: “para cada bug corrigido, dois novos problemas são introduzidos”.

Assim como em qualquer construção, é de extrema importância a manutenção da obra, e com sistemas não é diferente.

Segundo o professor Thomas Pigoski, o custo de manutenção de um sistema legado tem crescido de 40%, nos anos 70, para o patamar de 90%, atualmente.

Muito tem se falado sobre a transformação digital e, na maioria das vezes, ela começa pela modernização do sistema core da empresa. Porém, ainda há inúmeros líderes de TI que apostam na estabilidade e manutenção dos sistemas legados, sem perceber os benefícios a longo prazo que as novas tecnologias podem trazer para as suas companhias.

Uma das soluções indicadas em diversos cenários na migração de sistemas legados é a plataforma da Liferay que oferece soluções personalizadas para diferentes setores.

Como modernizar sistemas legados?

Entendidas quais são as características dos sistemas legados, surge também uma outra grande questão: como implementar essa transformação sem interromper as operações da empresa?

Adotar novas tecnologias é um reflexo natural da otimização processos, ganho produtividade e redução custos. É justamente nesses pontos que os novos players surgem com soluções disruptivas e inovadoras.

Para uma atualização de software legado bem-sucedida é preciso muito mais do que a escolha da ferramenta adequada. Depende de um bom mapeamento de processos e planejamento estratégico. A tarefa não é simples, e está intimamente ligada à migração de dados.

Testes automatizados, modularização, arquitetura de design, treinamentos e reciclagem, além de práticas ágeis de gestão de equipes e projetos são indispensáveis e pré-requisitos em qualquer iniciativa de modernização; seja fazendo internamente ou por meio de outsourcing.

Algumas companhias optam por fazer esse trabalho internamente, com uma equipe específica para estas demandas que não tenha interferências de projetos paralelos.

Esta equipe precisa estar preparada não só para a inovação, mas também para criar ferramentas e automações que agreguem valor no plano estratégico.

Uma alternativa é a terceirização do desenvolvimento de software ou contratar um pacote de soluções integradas, já que demanda muito planejamento e envolvimento da TI, desfocando-os de suas atividades principais.

De qualquer forma, o ideal é encontrar soluções que preservem operações antigas e, ao mesmo tempo revitalizem os processos, isto é, fazer uma transição com menos perdas possíveis.

A atualização de sistemas também é uma oportunidade identificar dados obsoletos — incompletos, duplicados — enfim, que não fornecem bons insights para gestores e equipes.

Por todo o exposto, podemos concluir que os sistemas legados são um grande desafio na rotina das empresas, e vai muito além da área de TI. A medida que as tecnologias avançam, é preciso garantir fluidez e segurança às operações corporativas, sobretudo para sua sobrevivência e competitividade no mercado. Portanto, avalie o caminho mais sustentável e coloque essa substituição em prática quanto antes.

Viu como os sistemas legados são um entrave à performance de excelência da sua empresa? Então, o que você está esperando para entrar em contato com a Objective e conhecer as melhores soluções de migração de tecnologias?

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