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Plataformas low-code: saiba o que elas são e as vantagens dessa alternativa tecnológica

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As plataformas low code são tendência no mundo e têm ganhado cada vez mais visibilidade e espaço dentro das empresas. Por mais que a ideia de criar esse tipo de plataforma já exista há mais de 20 anos, a tecnologia na época não era suficiente, então o termo low-code só foi utilizado pela primeira vez em 2014. 

Em paralelo, as ferramentas low code ganharam ainda mais destaque e relevância em 2020, quando a pandemia da Covid-19 acelerou e revolucionou a transformação digital em várias organizações. Com a situação pandêmica somada à escassez de profissionais de TI no Brasil, as empresas investiram de forma mais intensa em alternativas práticas em busca de soluções rápidas. 

E as plataformas low code servem justamente para isso: agilizar processos que precisam do apoio da área de TI, em um mercado que é atingido pela deficiência na quantidade de desenvolvedores. Isto é, o objetivo é eliminar a enorme fila de demandas acumuladas, permitindo que outros profissionais além de desenvolvedores possam desenvolver softwares e aplicativos.

Neste artigo, vamos explicar com mais detalhes o que é low code, o impacto nas empresas de desenvolvimento e as diferenças entre low-code e no-code. Vamos responder ainda se o uso de plataformas low code podem representar algum tipo de ameaça para os profissionais.

O que são as plataformas low-code?

Low-code são programas que buscam a utilização de menos código no processo de desenvolvimento de sistemas. Tais plataformas possibilitam que os softwares sejam criados por profissionais sem conhecimento sobre programação.

O desenvolvimento de softwares através de plataformas low code funcionam e se assemelham a um esquema de montar peças de Lego, em que a criação é feita seguindo blocos ou interfaces gráficas que apresentam características próprias e são combinadas para chegar ao resultado que você deseja.

Nesse processo, o importante é que todas as peças se encaixem perfeitamente por meio de um mecanismo simples e automatizado. Dessa forma, somente o ajuste final do produto ou serviço fica por conta de um profissional especializado na área de TI ou programação, isto é, grande parte do trabalho é otimizada.

Justamente pela alta demanda por especialistas na área e, consequentemente, o acúmulo no desenvolvimento de projetos, o mercado de tecnologia do mundo todo enxergou nas plataformas low code fatores importantes na automatização e criação de produtos.

Qual a diferença entre plataformas Low-code e No-code?

Assim como as plataformas low-code, existem também as no-code. Os dois sistemas compartilham do mesmo objetivo: automatizar e otimizar o desenvolvimento de produtos e serviços. Porém, pode-se dizer que o no-code está um passo à frente. Por isso, vamos explicar as duas plataformas para que você entenda qual se enquadra melhor no seu modelo de negócio: low code ou no code.

Enquanto o low code trabalha para diminuir a presença de códigos e a necessidade da ação de desenvolvedores para a criação de um produto, o no-code dispensa totalmente a utilização do desenvolvedor com conhecimento em TI.

Nesse sentido, a ideia do no-code é desvincular a necessidade do desenvolvedor no processo de concepção do sistema, entregando uma aplicação totalmente sem código e deixando a manutenção mais acessível.

Vantagens do low-code

Confira quais são as vantagens da utilização do low-code.

1. Desenvolvimento acelerado

Com o uso das ferramentas low code, os colaboradores podem concentrar suas energias na entrega de resultados. Assim, devido a presença de soluções automatizadas, há um aumento geral na produtividade e na velocidade das entregas.

2. Autonomia ao desenvolvedor cidadão

Em 2020, foi publicada uma pesquisa da Forrester a respeito do desempenho da área de TI dentro das empresas. Segundo essa pesquisa, em 65% das organizações, a área de TI não consegue concluir tudo aquilo que é pedido pelas áreas de negócios, por conta da grande demanda de projetos.

Ao optar pelo uso de estratégias low code, as empresas podem colocar em prática a melhoria contínua e a criação de aplicativos por profissionais que não são programadores, os chamados desenvolvedores cidadãos.

3. Retorno financeiro

As empresas que apresentam e se destacam na velocidade e qualidade no desenvolvimento dos softwares colhem diferenças substanciais em termos de resultados financeiros.

4. Otimização de processos internos

O low code é um importante aliado para a gestão de processos internos, pois, ao permitir que qualquer pessoa possa trabalhar na criação de softwares, a rotina de trabalho é otimizada.

Vantagens do no code

Da mesma forma que apresentamos as vantagens das plataformas low code, é hora de entender na prática quais são os benefícios trazidos pelo uso das ferramentas no-code.

1. Produtividade para a equipe

O aumento da produtividade da equipe também é percebida com o uso de plataformas no-code. Como a interferência de um profissional da área de desenvolvimento não é necessária durante o processo de criação, qualquer profissional pode operar na concepção do produto, facilitando a rápida obtenção de resultados.

2. Projetos adaptáveis

Com regras claras e sem a presença de códigos para complicar, é possível alternar entre as diferentes opções de maneira rápida e testável.

3. Redução de custos

A necessidade do envolvimento de muitos profissionais é reduzida com o uso das plataformas no-code. Dessa forma, consequentemente, os custos para criação de produtos é menor e o tempo de resposta também.

4. Autonomia para a empresa

Como é fácil utilizar a plataforma no-code, qualquer profissional pode realizar a tarefa, colocando em prática, de forma rápida e simples, as melhorias e alterações, gerando mais autonomia para a organização.

Plataforma Low-code: uma ameaça para as empresas de TI?

Apesar de no início parecer que a utilização de plataformas low code irão “roubar” o lugar dos profissionais de TI, o uso dessas ferramentas não representa uma ameaça para os especialistas. Muito pelo contrário, já que a plataforma low code é criada pelos desenvolvedores profissionais, ou seja, os especialistas em TI continuarão a ser fundamentais, não apenas para o desenvolvimento de tais plataformas, mas também para atender as demandas que esses aplicativos não conseguem cobrir, como softwares escaláveis, de missão crítica ou que envolvem toda organização, por exemplo. 

O intuito é apresentar uma abordagem mais simples quando o assunto são as soluções para área de negócios, a fim de atender as necessidades da empresa dando maior autonomia e facilitando o processo de criação de produtos.

Com uma rotina formada por códigos e sistemas automatizados, os profissionais terão mais tempo para se dedicar a desafios que tragam novos avanços tecnológicos para empresas e consumidores.

As plataformas low code servem como ferramentas para suprir a carência profissional e ajudar na gestão de demandas. Portanto, seu propósito não é ameaçar a importância dos profissionais, mas atuar como “parceiros” com as demandas mais simples e permitir que os técnicos atuem mais em projetos críticos. 

Quanto utilizar  desenvolvimento Low-code ou no-code?

Os aplicativos low-coe e no-code expandem a possibilidade de pessoas que não são técnicas de TI criarem programas de desenvolvimento dentro das empresas. O objetivo principal é digitalizar e automatizar tarefas e processos que seriam demorados e burocráticos se dependessem da contratação de profissionais de TI que estão escassos no mercado.

Porém, há uma ressalva: mesmo as plataformas Low Code/ No Code ainda exigem algum nível de habilidades de programação para dimensionar, manter, integrar e governar quando se tratam de sistemas de missão crítica ou que tem o envolvimento de toda a empresa. 

O cenário que o uso dessas plataformas podem vir a ocasionar não é surpresa para as organizações de TI: o fenômeno conhecido como Shadow IT, ou TI Invisível. As diversas áreas que buscam soluções alternativas de software, sem envolver a área de TI, tendem a criar aplicativos que não funcionam ou se escalam bem e, em seguida, retornam para o time técnico solucioná-lo, ou até mesmo acabam sendo desligadas das empresas sem que outros saibam como apoiar o sistema desenvolvido.  

Ou seja, para ambos os casos existem seus prós e contras. Aqui, discorremos sobre o assunto para você ter informações para analisar em qual momento utilizar o Low-code ou No-code será viável ao seu negócio. 

Quando se é necessário a criação de um software robusto e de missão crítica, é sempre indicado procurar especialistas de TI para discutir as melhores alternativas para seguir antes de tomar a decisão de implementar plataformas low code ou qualquer outro tipo de recurso tecnológico. Entenda mais sobre os serviços de Inovação e soluções digitais com squads ágeis e saiba como podemos te ajudar! 

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