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Testes de Software: Definição, Conceitos e Exemplos

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Os softwares são ferramentas muito importantes e úteis para empresas que querem otimizar seus processos com tecnologia. Realizar o teste de software surge como um passo fundamental para garantir que esses programas funcionem da melhor maneira possível.

O que é um teste de software?

O teste de software é uma parte crucial do desenvolvimento de um software. Ele irá, como o nome sugere, testar e verificar se o software consegue entregar corretamente tudo que ele propõe. 

Esses testes podem ser realizados em qualquer uma das partes do software, desde a unidade pequena até seu funcionamento como um todo, analisando também o número de dados e a sua segurança. 

Os passos de um teste de software

Para que o teste de software funcione, é preciso que os organizadores estabeleçam uma série de passos dentro de sua execução. O primeiro deles é o planejamento, que diz respeito ao momento em que será escolhido qual tipo de teste será realizado e em qual software. 

Após isso, é feita a modelagem do teste, que além do planejamento, leva em consideração todos os aspectos da empresa que podem, de alguma forma, interferir no resultado dos testes. Por último, vem a execução.

Os tipos de teste de software

Existem, de uma forma geral, cerca de 17 tipos diferentes de testes de software e a diferenciação deles serve para que consigam se adequar melhor ao tipo de softwares que eles irão testar. 

Os tipos de testes de software são: de unidade, integração, operacional, positivo-negativo, regressão, caixa-preta, caixa-branca, funcional, interface, performance, carga, aceitação do usuário, volume, stress, configuração, instalação e segurança.

O de unidade surge como um teste para uma parte do código do software. O de integração é uma forma de garantir que as unidades, ou códigos, consigam funcionar em conjunto. O operacional testa se todo o conjunto do software consegue rodar sem falhas. Por fim, o positivo-negativo tem como função garantir o fluxo do software.

O teste de regressão serve para quando o software tem alguma configuração mudada, garantindo que essa alteração funcionará e não quebre nenhuma outra funcionalidade que já esteja rodando. A caixa-preta testará as entradas e as saídas do software. A caixa-branca testa o código em si. O funcional testa todas as funções do software, focando mais nas regras. 

O de interface serve para testar se o visual do software funciona e atende as necessidades, ou seja, se as pessoas conseguem usá-lo. O de performance foca no tempo de resposta e o de carga testa quantos usuários aquele software aguenta de uma vez só. O de aceitação de usuário verá se o software está sendo bem aceito por quem usa e o de volume vê o quanto de dados aquele software guarda. 

O de stress colocará o software em situações inesperadas. O de configuração analisará como o software se sai em diferentes hardwares. O de instalação verifica se ele está sem instalado sem grandes problemas. Os testes de segurança verificarão se o software está seguro. 

Manuais X Automatizados

Esses testes de software podem ser realizados de duas maneiras: de forma manual e automatizada. Na forma manual, algum profissional da área realizará esse teste pessoalmente, executando todos os passos. Já o automatizado contará com a ajuda de um outro software para fazer esses testes progressivamente. Quando a escolha é feita para testes manuais, vale ressaltar que o processo é sujeito a falhas humanas e acréscimo de mais uma etapa do processo de desenvolvimento. Quando optamos pela automação, podemos ganhar tempo rodando testes em horários alternativos e, com processos bem definidos e incrementais, a garantia de entregas com maior qualidade e testes escritos sempre no início do processo de desenvolvimento.

Fases de testes na produção de um software

Existem, majoritariamente, três momentos principais em que o software deverá ser submetido a um teste: durante o desenvolvimento, após o desenvolvimento (que recebe o nome de Alfa) e na homologação, ou seja, no momento em que o software será ativado para o uso (esse se chama Beta). 

Depois de uma definição inicial do que será aquele software, inicia-se o seu momento de desenvolvimento e cada fase dessa parte precisa passar por diversos testes. Quando pronto, os testes realizados garantirão a funcionalidade do todo e, na homologação, os testes definirão se o software realmente funciona no dia a dia.

História dos testes de software

É comprovado que quando um software apresenta qualquer tipo de problema, o custo para conserto é bem mais alto do que os dos testes. Assim, os testes de software surgiram no momento em que foi percebido que solucionar problemas era financeiramente inviável e, por isso, era necessário investir em uma estratégia que garantisse que esses problemas não acontecessem em primeiro lugar – exatamente o que os testes de software fazem.

Por que o teste de software é importante

O teste de software é importante para garantir que o software esteja funcionando perfeitamente, que cada uma das unidades de configurações consiga atuar sozinha e em conjunto, em busca da melhor experiência possível para os usuários. Nesse sentido, o teste de software é uma ferramenta fundamental tanto para que o software funcione quanto para que ele seja seguro. 

Dicas e boas práticas para um teste de software

Trate o planejamento de software como se fosse a idealização do software em si, ou seja, prestando atenção a todos os detalhes, evitando qualquer tipo de erro e levando em consideração todos os itens da empresa que possam influenciar. Utilize padrões de teste para ótima legibilidade, pois eles otimizam códigos de teste e de produção, em 3 passos simples: organizar, agir e verificar.
Além disso, é benéfico utilizar dublês de teste para garantir que esses testes não sejam instáveis.

Técnicas e ferramentas úteis para testes de software

É benéfico utilizar para os testes de software a pirâmide de testes, assim a avaliação de cada parte de sua criação será feita progressivamente e de forma segura. Utilizar de anti-padrões para identificar qualquer erro que possa aparecer também é uma estratégia muito inteligente.

O que é um plano de teste de software?

O plano de teste de software é um caminho em que os profissionais responsáveis fazem para planejar como o teste funcionará, considerando todas as ações do software, histórico de ações, integrações, além das características do negócio. 

O rup (Processo Unificado da Rational) é uma forma de classificar um passo a passo universal para a criação de um plano de teste de software. Optamos por não usar este recurso, pois acreditamos que cada teste deve ser planejado especialmente para a situação em que ele será usado.

TDD (Test Driven Development) – Desenvolvimento Orientado a Testes

TDD é a sigla de Test Driven Development, que é o desenvolvimento orientado a testes. Isso significa que o planejamento, ou seja, a escrita das funcionalidades dos testes e da orientação deles são feitas antes mesmo do desenvolvimento do software. Esse plano tem como principal função garantir que nada passará e que o desenvolvimento do software, além da homologação dele, saia o mais barato possível.

Automação de testes de software

Em alguns casos, o próprio software, ou softwares embutidos, fazem esses testes de forma automatizada, ou seja, sem a necessidade de um profissional realizar manualmente passo a passo. Esse sistema de automação de testes precisa de um investimento maior e, por isso, a empresa responsável deve analisar se vale ou não a pena seguir com o negócio. 

Para saber mais sobre como implementar e realizar testes de software, conheça a Objective e sua consultoria em Testes Automatizados, além dos programas de treinamentos e workshops. 

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