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Gestão de Projetos: Desmistificando o “Não-Modelo” do Spotify

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Conheça como funciona a Gestão de Projetos do Spotify

Nós participamos dos principais eventos sobre Gestão de Projetos e metodologias ágeis para compartilhar todas as novidades com você.

E no Lean Kanban não foi diferente…

Neste artigo vamos passar um pouco do conhecimento que o Henrique Imbertti, Agile , que atuou no Spotify durante três anos aplicando metodologias ágeis e nos apresentou nesse encontro sobre o modelo de trabalho dentro da empresa.

Como você sabe, o Spotify é um serviço de streaming de música, podcast e vídeo, que vem inovando constantemente e aumentando a base de usuários nesses 11 anos no mercado.

Infográfico mostrando a cultura de engenharia do Spotify

Gestão de projetos: aqui é cultura de engenharia do Spotify

Por acreditar na transparência, a empresa é bastante aberta com as abordagens utilizadas no desenvolvimento de produtos e de software.

Talvez você já deva ter aprendido um pouco sobre as práticas utilizadas pela empresa de streaming, mas reunimos aqui os principais conhecimentos vividos  pelo Henrique sobre o modelo real da cultura da empresa.

Modelo Spotify de “não ter modelo” de Gestão de Projetos

Na verdade, vamos começar te apresentando um NÃO MODELO. Sim, é assim que eles falam na empresa.

O que para muitos é usado como modelo  – simplificação da forma de como alguém está trabalhando – é na verdade um não-modelo no ponto de vista do Spotify, já que a forma como a equipe está trabalhando no momento é algo totalmente flexível e está sendo adaptável constantemente.

Padrões e práticas emergem e estão sempre mudando.

A polêmica que queremos levantar aqui é: muitas pessoas olham para o Spotify e querem seguir o “modelo” de trabalho deles. Mas para onde essas pessoas estão realmente olhando?

A dificuldade enfrentada pelo Spotify antes da Metodologia Ágil Kanban

Que na prática as coisas são diferentes nós sabemos bem. E apesar do Spotify ser uma empresa gigante e bem-sucedida, aconteceu a mesma coisa com eles.

De acordo com Henrique, o quadro para gestão de atividades de TI que usavam não tinha limite, nem diferenciação de trabalho, além de estar complicando também com a satisfação dos clientes.

Então a solução encontrada e que o Agile Coach participou foi: começar a conhecer os processos e todas as atividades. Conclusão? Os incidentes que, antes eram de um dia, passaram a ser de apenas uma hora.

Mão na massa – Como o Spotify começou a implantar o Kanban?

O Spotify é uma empresa pouco madura no Kanban. Então começaram a evoluir e a implantar as práticas ágeis aos poucos, integrando as áreas e aplicando DevOps, por exemplo.

Além de os próprios times iniciarem uma aplicação de conhecimento para nivelar todos as equipes e colaboradores. Uma forma de colaboração entre os próprios funcionários, como troca de experiência e conhecimento.

Um choque de papéis na Gestão de Projetos

O Spotify é uma empresa muito focada em ser eficaz, então eles experimentam os processos e atividades constantemente, sem medo de errar.

E são com base em experimentos que eles conseguem aperfeiçoar seus times.

Um exemplo ótimo que fazemos questão de citar aqui é o profissional Chapter Lead, um gerente funcional que ajuda desenvolvedores com skills parecidos.

E esse era o padrão que mais acontecia, os profissionais passavam mais tempo codificando e sendo gerente com backgroud técnico.

Mas esse modelo evoluiu e começou a ser desafiado. Quando o Chapter Lead se afastou de um projeto, uma gerente funcional não técnica tomou a frente da gerência.

Ela sabia tudo relacionado a pessoas, mentoria, coach, mas nada sobre codificação. Resultado? Depois de três meses o feedback dos desenvolvedores foi extraordinário! Eles perceberam que ela como gerente dos projetos levantava desafios e mostrava as atividades com outros olhos.

Agora, você deve estar se perguntando: Mas e a parte técnica? Ah, a resposta foi fácil e rápida… O que os desenvolvedores que precisam evoluir tecnicamente conseguiam facilmente com algum profissional sênior.

Foi então que outras equipes começaram a escalar e fazer esse mesmo experimento para mover os papéis internos da empresa. Foram adquirido profissionais que não tinham skill técnico, mas ajudavam as pessoas a se desenvolverem e evoluírem.

Os benefícios do Kanban no Spotify

Em um ano e meio a forma da empresa pensar sobre estratégia se modificou.

Hoje, eles passaram a utilizar OKR, PeA e Rhythim/dibbs. Mas o que fica ainda mais evidente é que a cultura da empresa sempre vai existir.

Na cultura o que vemos é o tangível, como ela se manifesta através de comportamento, por exemplo, depois os valores, como ela se expressa, depois as premissas, o que as pessoas entendem que realmente é o pressuposto.

O que sua empresa está utilizando especificamente? Foca mais na eficiência ou na eficácia? Como desacoplar os serviços?

Dentro do Spotify eles têm uma cultura bem diferente da qual estamos acostumados aqui no Brasil, com alguns pontos que valem ser destacados. São eles:

Autonomia: O Spotify confia e entrega autonomia aos funcionários. Sim, é uma forma de cultura da empresa. Autonomia é desafiador e o mais importante: precisa ter a premissa da autonomia.

Colaboração: Os próprios colaboradores se ajudam, pois todos possuem o mesmo foco: alavancar cada vez mais a empresa. Isso faz com que todos estejam motivados e engajados.

Potencial: Eles acreditam que as pessoas precisam e querem ser desenvolvidas. A sua empresa precisa pensar em como ressignificar a crença dos colaboradores e lembre-se: ser tolerante a falha e experimentos.

Diversidade: É boa para aumentar a produtividade, fazer mais dinheiro e contribuir para o mundo. Nós inovamos mais quando temos diversidade.

Longo prazo: As decisões que eles tomam é pensando no futuro, lá na frente. Então eles estão investindo e crescendo.

Aprendizado: Quando chega lá na frente é que vão analisar se houve falha ou acertos, as pessoas assumem esse risco e sabem que no final vão sempre aprender.

A sua empresa está realmente pronta para o “modelo” Spotify? Não adianta querer ser um Spotify se a sua empresa não é assim. Existe uma diferença de cultura que precisa ser trabalhada antes de acreditar em qualquer modelo.

Para fechar com chave de ouro…

Você acredita que seu chefe tem todas as respostas? Na sede do Spotify, na Suécia, foi feita essa pergunta aos colaboradores e apenas 7% acredita que sim. Os outros 93% afirmaram que são eles que precisam buscar.

Esse foi um dado importante foi apresentado e mostra bem a diferença de cultura empresarial.

Finalizamos o artigo deixando essa reflexão, a sua equipe acredita que você terá todas as respostas para qualquer desafio que aparecer? Será que a cultura empresarial na qual você está inserido é realmente adequada para a implantação desse “não modelo” do Spotify?

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