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Engenharia do caos: metodologia identifica falhas em sistemas complexos

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A evolução da engenharia de software entrega cada vez mais possibilidades aos usuários, mas também demanda maior desempenho dos sistemas, segurança e consistência no software. Nesse sentido, novas metodologias foram criadas para testar e identificar falhas em sistemas complexos. Um exemplo, é a engenharia do caos, um método que aplica simulações assistidas para identificar vulnerabilidades no sistema. 

Nesse artigo, você descobre a origem desse conceito, quais seus princípios e como aplicar no seu negócio.

O que é Engenharia do Caos?

Engenharia do Caos é uma metodologia que testa sistemas complexos de forma assistida para identificar possíveis falhas. Essas simulações servem para observar o comportamento do software e garantir sua segurança e consistência. Assim, ao colocar o sistema à prova, é possível reparar erros e ajustar limitações.

Esse método se popularizou em 2008, após a Netflix sofrer com um problema de corrupção de dados e decidir migrar seu sistema para a nuvem. Nesse sentido, a empresa começou a testar a resiliência de seus sistemas e mitigar as vulnerabilidades. Assim, através de monitoramento, mapeamento de resultados e planos de ação, foi possível realizar os experimentos nos softwares e conquistar aprendizados.

Como aplicar a Engenharia do Caos?

A experimentação proposta pela Engenharia do Caos tem como principal objetivo identificar falhas sistêmicas. Logo, a aplicação dessa metodologia é determinada pela introdução deliberada de recursos que façam os componentes do sistema serem testados. Dessa maneira, é possível ganhar maior confiabilidade da aplicação em situações adversas. 

Os softwares modernos devem ser construídos com base na resolução de falhas em ambientes de produção. Assim, essa metodologia busca evitar que esses erros ganhem escala e gerem impactos ao usuário final. Alguns exemplos de experimentação são: deixar dependências offline (interromper integrações), restringir o acesso (habilitar regras de firewall) e até forçar a falha (indisponibilidade do sistema central) para testar a capacidade do software e como ele lida com situações imprevistas.

Quais são os 4 princípios da Engenharia do Caos?

Para utilizar a metodologia da Engenharia do Caos de forma correta, existe um passo a passo que deve ser seguido:

Defina um sistema estável

A primeira etapa deve ser a definição de um comportamento padrão e previsível do sistema. Nesse sentido, como ele se comporta normalmente para a empresa e para o usuário final. Dessa forma, durante a aplicação da metodologia, é possível observar as mudanças e remediar as falhas apresentadas em cada teste.

Crie uma hipótese

Em seguida, é necessário criar hipóteses de como o sistema irá se comportar durante e após a aplicação das simulações. Assim, a equipe já prevê ações para resolver os desafios que podem aparecer.

Teste sua hipótese

O próximo passo é testar as hipóteses de como o sistema estável reagirá aos testes propostos. O ideal é começar com testes pequenos que causam pouco impacto no sistema, preferencialmente em ambientes de simulações. A partir disso, a expansão dos testes deve variar de acordo com a confiança no sistema e da equipe em resolver os possíveis problemas encontrados nos testes. 

Analise os resultados e aprenda com a experiência

Após o planejamento e a execução dos testes, é o momento de colher os resultados e gerar soluções para essas vulnerabilidades encontradas. Esse processo gera aprendizado e confiança no software, além de maior desempenho e contenção de desafios em escala.

Quais são as vantagens da utilização da Engenharia do Caos?

A principal vantagem da utilização da Engenharia do Caos é a previsão e correção de possíveis falhas no software. Conheça outras vantagens abaixo:

  • Planos de contingência em simulações; 
  • Monitoramento do sistema ao implementar recursos de observação e alertas;
  • Modificação de variáveis de eventos reais ao priorizar eventos que acontecem com mais frequência;
  • Diminuição de erros humanos nas funcionalidades do sistema; 
  • Minimizar o máximo possível os efeitos de possíveis falhas de software.

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