Dados são o novo petróleo da era da IA
CEO prevê que os próximos anos serão marcados por disputa pelo controle informacional, exigindo novas abordagens para governança e transparência
A Objective, multinacional brasileira especializada em experiências digitais e transformação de negócios, tem construído sua estratégia em torno do que Miranda chama de “soberania de dados”.
“Estabelecemos um princípio fundamental: dados são ativos estratégicos que devem ser gerenciados com responsabilidade e transparência. Não basta implementar IA – é preciso uma arquitetura de Dados resiliente, ética e alinhada aos objetivos de longo prazo das organizações.”
Em sintonia com a análise de Alon Lubieniecki, CEO da Luby e cofundador da Eyna, sobre o futuro da revolução digital, reforça que o verdadeiro poder na era da Inteligência Artificial não está apenas nos algoritmos, mas também no controle dos dados que os alimentam.
Apesar dos US$110 bilhões investidos em startups de IA em 2024, segundo dados da Dealroom, Miranda acredita que a discussão não deve ter foco apenas na tecnologia.
“A Inteligência Artificial é uma força transformadora, mas sua eficácia depende da qualidade, governança e inteligência aplicada aos Dados. As Big Techs entenderam há anos que quem detém os dados, detém o futuro. Não é coincidência que invistam bilhões em infraestrutura de dados – estão construindo os alicerces da próxima revolução digital”, esclarece.
A nova corrida do ouro digital
Para o executivo, o diferencial competitivo de mercado será definido por quem conseguir acessar, controlar e gerar insights a partir dos Dados.
“Não se trata de ter algoritmos sofisticados, mas de possuir o motor que os impulsiona. Quem dominar os Dados, assim como a tecnologia, terá capacidade de liderar mercados, influenciar decisões e moldar o futuro digital”, afirma Miranda.
Soberania de dados como estratégia
O CEO da Objective prevê que os próximos anos serão marcados por uma intensa disputa pelo controle informacional, exigindo novas abordagens para governança e transparência.
“A liderança na era da IA não será definida apenas pelo conhecimento tecnológico, mas pela capacidade de gerenciar Dados de forma ética e estratégica. É fundamental que a discussão sobre IA inclua a gestão de dados como pilar central, considerando seu impacto em comportamentos, decisões e até mesmo crenças”, conclui.
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