< Insights

O streaming do Spotify salvou o mercado da música. Ele pode salvar a sua empresa?

  • Billing e Faturamento Recorrente

Mais de 10 anos após sua criação, o Spotify é o modelo de streaming musical mais popular do mundo.

Neste artigo, vamos discutir sobre como o streaming pode apresentar um novo modelo de faturamento recorrente para a sua empresa, com uma inovação de serviço e previsibilidade, como o Spotify.

Para começarmos, vale entender o que é o Spotify, que será citado ao longo desse texto. O Spotify foi lançado na Suécia e chegou ao Brasil em 2014, oferecendo serviço de música online gratuita, esse com publicidade, ou com a opção pagar Premium, havendo possibilidade de ouvir música offline e sem interrupção de anúncios comerciais.

Agora vamos relacionar essa inovação musical com o streaming e o modelo de negócio de assinaturas.

O que é o streaming?

Streaming é a forma de transmissão de conteúdo de um arquivo de mídia em um fluxo contínuo de dados, sem necessidade do envio completo do arquivo. Esse método normalmente usa compressão de dados, o que o torna particularmente eficaz para o download de arquivos grandes.

Ele permite, por exemplo, a transmissão de um filme/música no computador do usuário assim que ele inicia o download, a partir de um website. Mesmo com a boa velocidades de conexão à internet atual, às vezes, fazer um download ou rodar grandes arquivos de vídeo/áudio sem o emprego do streaming pode tomar muito tempo.

Segundo a Encyclopedia Britannica Inc, para rodar os dados de streaming, a máquina receptora necessita executar um “player”, que nada mais é que um programa que descompacta os dados de entrada e envia estes dados recebidos ao monitor e alto-falantes. Os arquivos de áudio e vídeo podem ser pré-gravados ou podem também prover uma transmissão ao vivo pela internet.

Apesar de ter se desenvolvido nos últimos anos, o mecanismo do serviço de streaming existe desde a década de 1990, mas não era muito utilizado por conta da baixa qualidade e velocidade da internet utilizada na época.

Já nos dias de hoje, com a tecnologia de banda larga sendo lançada e amplamente utilizada, seu aprimoramento e popularização se mantém em um crescimento contínuo.

O modelo de streaming pode ser entendido como “baixar temporariamente” um arquivo, uma vez que o arquivo não fica guardado na memória do computador ou celular.

Dessa forma, pode ser um modo de transmissão instantânea de dados de vídeo e áudio através de redes de Internet, sendo possível assistir filmes ou ouvir música sem a necessidade de download. Uma mão na roda para ter mais espaço de memória, né?

Ah, e um detalhe bem agradável: esses dados passam a estar disponíveis imediatamente antes de serem baixados.

Além disto, vale classificar os serviços de streaming como on-demand, onde se cobra um valor fixo mensal, como é o caso do Netflix e Spotify.

O crescimento do streaming no Brasil

Um ótimo exemplo para demonstrar o aumento da demanda de streaming no Brasil é o segmento musical. Um estudo realizado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica, mostra que o streaming já abrangia 39,4% do mercado fonográfico, com um crescimento bem considerável de 52,4% de 2015 para 2016.

Dado o aumento de demanda e aceitação do público, surgiram mais empresas, em sua maioria startups, que, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), são “empresas que optam por buscar novos modelos de negócios. Elas têm a importância de representar e refletir a velocidade das mudanças, bem como de influenciar na construção de novos conhecimentos e no desenvolvimento econômico”.

Uma declaração bem óbvia do motivo dessas empresas serem as principais em investir no modelos de negócio de assinatura e no streaming, né?

O streaming de música tem um faturamento no Brasil de aproximadamente R$ 262 milhões e R$ 55 milhões no caso de streaming de vídeos musicais.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), no mercado de streaming como um todo no Brasil, considerando os 121 milhões de brasileiros usuários de Internet, está apenas começando a demonstrar viabilidade, tendo espaço para crescer no país, assim como em todo o resto do mundo.

imagem da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) que mostra a viabilidade do streaming no digital

Fonte: ABPD

Importante também destacar que o mercado de streaming já chega a 4,56 bilhões de dólares, com um crescimento de 60,4% em relação a 2015 e sendo 29,1% do total do mercado, o que demonstra a importância que o modelo ganhou ao longo dos últimos anos.

imagem com gráfico demonstrando o crescimento em dólares do mercado de streaming

Fonte: ABPD

Na imagem acima fica fácil de perceber o crescimento avançado que o streaming teve no ano de 2016, totalizando 4.56 bilhões de dólares.

Segundo a PwC, prestadoras de serviços profissionais nas áreas de auditoria e consultoria, a previsão é que até 2021, as empresas como Spotify e afins, representem 61% desse mercado.

Os downloads de música e a compra de mídias físicas se mantém decaindo, até chegar a uma média anual prevista de 20% e 17%.

O impacto do streaming

O crescimento do Spotify apontava que as pessoas estavam convencidas a voltar a pagar por música, o que resolveu dois desafios: a pirataria e um modelo de negócio com clientes já fidelizados.

A fidelização proporcionada por este modelo de “assinatura”, não só viabiliza a possibilidade incremento de receitas com vendas de novos produtos e serviços, mas também, garante maior assertividade nas previsões financeiras e na gestão do fluxo de caixa.

A Netflix, por exemplo, reduziu custos (correios, compra e reposição de DVDs), ganhou escalabilidade e passou a ter fácil atuação global.

Abaixo, o modelo de negócio da empresa no Business Model Canvas, segundo o Portal Analista de Modelo de Negócios.

exemplo do business model canvas da Netflix

Fonte: Portal Analista de Modelo de Negócios

O fluxo de receitas, como podemos observar acima é por pagamento mensal, o que significa um modelo de cobrança recorrente, já muito presente nos segmentos de televisão e telefonia.

O modelo de cobrança recorrente está em voga e os motivos são claros. Segundo uma pesquisa da Bain & Company, o CAC (Custo de aquisição de novo cliente) é de 6 a 7 vezes mais alto do que manter um cliente existente.

E tem mais, o usuário da base tem 271% mais propensão de adquirir seus serviços ou produtos do que um novo cliente, segundo a McKinsey.

E sim, a sua empresa pode ter uma inovação apenas no modelo de receita, considerando o faturamento recorrente, como já é o caso de casas de vinho, por exemplo, no qual o usuário assina e paga um plano mensal para receber as bebidas recorrente em domicílio.

Vale tirar um tempo para analisar qual o produto a sua empresa pode ofertar dessa forma.

Como o modelo de negócio de assinaturas pode movimentar a sua empresa?

Esse modelo de negócio tem apresentado resultados estrondosos. Além de ser de agrado do consumidor, as empresas também ganham benefícios na sua aplicação.

O clube de assinatura utilizado pelo Spotify proporciona a tão sonhada receita recorrente para muitos empreendedores. É possível ter maior previsibilidade no faturamento do mês seguinte, fidelizar os clientes, e reduz os custos de prospecção de novos.

Além disso, o sucesso vem dos custos operacionais menores do que das receitas com suas mensalidades. Garantindo assim maior volume em assinaturas de forma que atendam múltiplos públicos.

Graças ao seu modelo online via streaming a empresa se beneficia de economias de escala.

Observando que o tipo de faturamento recorrente é mais lucrativo para o negócio, as empresas vêm investindo nesse modelo e terceirizando este processo com empresas especializadas no assunto, seja no modelo Cloud, ou no modelo On Premises. Atualmente, existem alguns serviços que permitem a criação da sua própria plataforma personalizada.

Afinal, uma plataforma customizada e construída de forma personalizada para cada segmento de atuação permite atender aos requisitos particulares de venda, tributação e contábil, regras de negócios, Backoffice, integrações de sistemas, relatórios e até campanhas de relacionamento.

Para sua empresa inovar com o streaming e com uma receita por assinatura, invista em um sistema de gestão recorrente que envolve não só o faturamento, mas a arrecadação, cobrança, processos fiscais e contábeis, onde todos os acessos e transações são controlados por ações de segurança que geram notas de auditoria para efeito de rastreabilidade das operações.

Para garantir um modelo de negócio escalável, é necessário investir em uma plataforma de faturamento recorrente. Precisa de ajuda nesse processo? Leia nosso artigo com os principais requisitos de uma plataforma de recorrência e esteja preparado para uma contratação assertiva.

Por fim, compartilhamos as principais funcionalidades que a sua plataforma precisa ter para sair do básico e evoluir para um modelo de negócio mais complexo, como o streaming. Confira aqui!

Insights do nosso time

Obtenha insights do nosso time de especialistas sobre metodologias de desenvolvimento de software, linguagens, tecnologia e muito mais para apoiar o seu time na operação e estratégia de negócio.