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Qual a importância do refactoring para o desenvolvimento de software?

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Na incansável corrida pela Transformação Digital, empresas buscam na tecnologia um meio de digitalização para alcançar a melhor experiência ao usuário, facilitando o dia a dia. Com esse aumento na criação de novos softwares, os desenvolvedores encontraram no refactoring um processo para melhorar o código e ter um design simples.

Com certeza aqueles que trabalham com programação e mexem com softwares todos os dias devem ter ouvido esse termo técnico pelo menos uma vez durante o expediente. O termo em inglês, refactoring, pode ser usado também em sua forma “abrasileirada”, como refatoração. 

O que é refactoring?

Em 2018, Martin Fowler (um autor bem conhecido dentro da área de software), lançou a segunda versão de um de seus livros da década de 90, “Refatoração: Aperfeiçoando o Design de Códigos Existentes”. Com isso, podemos ver que refactoring ou refatoração não é um termo novo, mas ainda assim atrai muitas discussões para si.

No livro, Fowler fala que: “Uma mudança feita na estrutura interna do software para deixá-lo simples de entender e alterar, sem modificar o comportamento observado” é a definição de refatoração. 

Basicamente, o objetivo principal é combater as dívidas técnicas. Refactoring não passa de um processo sistemático de melhoria de código sem criar novas funcionalidades que podem transformar uma bagunça em código limpo e design simples. 

Sua função é melhorar o design já existente de nosso código, de forma que fique mais fácil de entender e editar posteriormente. Com isso é possível aplicar uma série de mudanças pequenas, mas de modo que preserve a função antiga do sistema.

O uso contínuo de acumulativo da refatoração em um software é a ação ideal quando falamos neste termo. Graças a esse uso, é possível obter dois resultados muito vantajosos, a legibilidade e a manutenção desse código de software, conseguindo tornar a compreensão e modificação dele mais fácil. 

Com essa ferramenta, depois de várias refatorações e repetições, independente da frequência com que aconteceram, a qualidade de seu produto é impactada de forma positiva.

De forma mais detalhada, refactoring é uma técnica para reestruturar o formato de um código da programação já existente. Ele deve ser feito alterando apenas a estrutura interna do código, sem mexer no seu comportamento externo. O princípio da refatoração é aplicar várias vezes essa técnica, para que ela seja efetiva.

Cada uma dessas “refactoring”, quando isoladas, não são capazes de mudar algo de forma significativa, mas quando feitas em uma sequência de vezes repetidas, é possível notar os resultados. 

Como cada refatoração é uma pequena mudança, as chances de prever um erro são maiores, e, caso um realmente ocorra, é mais fácil de reverter. 

Workflow of refactoring

Agora que você já sabe melhor o conceito de refactoring, vamos trabalhar um pouco com o conceito de workflow de refactoring.

A palavra workflow significa, literalmente, fluxo de trabalho. É a forma como funcionários realizam o seu trabalho e que possibilitam uma representação como várias etapas de um processo, que são concluídas de forma sequencial, em um diagrama ou em uma lista de verificação. 

É uma sucessão de tarefas que devem ser feitas em sequência, e deve fazer parte de sua rotina, algo regular. Agora, como é que isso e a refatoração se conectam?

A refatoração em si é uma tarefa formada por repetições feitas de forma regular, mas isso não significa que não exista uma estratégia de workflow para essa atividade. O chamado TDD é composto pelas seguintes ações:

1- Criar um testes que valida a nova regra a ser implementada

2- Escrever o código com a nova regra e que passa no primeiro teste (sem quebrar os outros testes)

3- Refatorar código e testes para facilitar o entendimento do novo código

Quais são as boas práticas do refactoring?

Antes de começar a fazer refactoring, devemos saber primeiro quando é cabível essa ação. Devemos realizar o refactoring quando estivermos executando algo que já foi feito antes, com o intuito de não haver repetições, quando estivermos implementando algo que nunca foi feito antes e quando tivermos que refazer algo ou realizar uma revisão.

Algumas técnicas de refactoring que podem ser citadas são:

Extração de métodos (Method extraction)

Usado para remover código repetido, agrupando-os em um método.

Método em linha

Basicamente, é o oposto da extração de método. É feito para resolver o problema de quando um corpo de método chega a ser mais legível que o método em si.

Extração de variável

Para resolver uma expressão de alta complexidade.

Divisão de variável temporária

Usado para quando uma variável local é usada para armazenar diversos valores dentro de um só método (com exceções para variáveis de ciclo).

Remoção de atribuições e parâmetro

Para quando um valor é atribuído a um parâmetro que está dentro do corpo do método.

Será que seu time faz refactoring da forma correta?

O processo de refactoring não é complicado, mas é necessário se atentar a algumas coisas e ter sempre em mente os passos básicos e requisitos para que um código seja fatorado.

Sempre que possível, é preciso tentar realizar o maior número de alterações com o menor número de recursos presentes. Isso faz com que o código seja capaz de melhorar com o passar do tempo.

Além disso, para fazer o processo de refactoring, é necessário checar se os testes funcionam depois que a refatoração foi concluída, se o código está dentro das práticas Clean Code e se não houve desenvolvimento de novas features. Para essa checagem, é possível utilizar os métodos citados anteriormente.

Confira algumas dicas do site Refactoring sobre como identificar códigos limpos:

1 – O código limpo é óbvio para outros programadores.

2-  O código limpo não contém duplicação.

3-  O código limpo contém um número mínimo de classes e outras partes móveis.

4-  O código limpo passa em todos os testes.

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