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Modelo Ágil X Modelo Cascata: as principais diferenças nas metodologias

  • Metodologias

No momento de desenvolver um software, a seguinte questão deve ser feita: utilizar o modelo cascata ou o modelo ágil? Neste artigo, vamos te explicar ambos os modelos e você entenderá os motivos de o modelo ágil ser o melhor. 

Dito isso, compreenda quais as diferenças entre o modelo cascata e o modelo ágil, quando cada um deve ser utilizado e suas vantagens e desvantagens.

O que é Modelo Cascata?

O modelo cascata (Waterfall Model), é um método criado para criar softwares em que suas etapas são desenvolvidas de maneira fluida, semelhante a uma cachoeira. Esta metodologia, utilizada desde a Segunda Guerra Mundial, se popularizou na década de 70. 

Neste período, Winston W. Royce publicou um artigo no qual explica como funciona o Método Cascata. Ele exemplifica e questiona sua funcionalidade, alegando que essa não era uma das melhores metodologias a serem utilizadas.

Mesmo que seu artigo fosse crítico ao modelo, Royce foi o responsável por nomear e difundir o Waterfall Model mais uma vez.

Como funciona a Metodologia Waterfall (cascata)?

O Método Cascata, como o próprio nome indica, é uma metodologia de desenvolvimento fluida, em que cada etapa leva a outra, como a queda de uma cachoeira. Em seu exemplo, W.W. Royce aponta essa metodologia como estática fluida, pois não há alterações em seus processos.

Por isso, é um modelo impassível de erros e/ou alterações, pois não há possibilidade de retomar etapas, uma vez que o Modelo Waterfall possui apenas uma única direção.

Por esta razão, a Metodologia Cascata é um modelo em que o planejamento das etapas é fundamental, garantindo que cada fase será realizada de maneira correta e que permitirá o desbloqueio e a qualidade do próximo passo no desenvolvimento do software. Pois só é possível seguir com o projeto se a etapa anterior foi concluída e aprovada pelos stakeholders.

Outro ponto fundamental no Modelo Cascata é que suas etapas devem ser realizadas em parceria com o cliente, pois será ele quem vai indicar as necessidades e prioridades do software. Ou seja, a equipe de desenvolvimento não atua de forma consultiva identificando pontos de melhoria no projeto, apenas executando da forma apresentada pelo cliente.

Esse detalhe é uma das maiores desvantagens desta metodologia, porque é difícil os clientes saberem, desde o início, o que desejam e precisam. O que é natural. Essas informações são obtidas de maneira mais eficaz no decorrer do projeto.

Além do desenvolvimento fluido da Metodologia Cascata, as fases de testes também se diferenciam de outras metodologias mais modernas e inovadoras. Essa etapa ocorre no fim do desenvolvimento, momento em que a funcionalidade e qualidade do software são verificados. Erros que surjam na fase teste podem implicar no reinício do projeto, pois, lembrando, no Método Cascata não há como retomar apenas uma etapa.

O Modelo Cascata funciona da seguinte maneira:

• Concepção

• Iniciação

• Análise

• Design

• Codificação 

• Teste

• Implementação

• Manutenção

Quais são as principais características do método cascata?

A principal característica do Modelo Cascata é sua fluidez e a correlação entre suas etapas de desenvolvimento. As fases desta metodologia só funcionam após a finalização da etapa anterior, algo que torna esse processo de desenvolvimento mais demorado.

Outra característica do Método Waterfall, reforçando, é a impossibilidade de erros durante o desenvolvimento do software. Erros, nessa metodologia, são inadmissíveis. Caso ocorram, é necessário voltar para o ponto de partida do projeto; não há como arrumar o problema “por partes”. O Modelo Cascata obriga os desenvolvedores a retomarem todas as etapas para consertarem algo.

Além disso, é um desenvolvimento em que cliente e desenvolvedor se completam. O desenvolvedor vai apenas executar o que foi passado pelo cliente, sem questionar ou colocar seu conhecimento de especialista em prática e sem orientar para as melhores práticas. Já o cliente fica responsável pelo desenvolvimento de uma ideia, por expor suas necessidades e desejos frente àquele projeto, enquanto o desenvolvedor irá realizar a criação do software. Um orienta e o outro executa. Desta maneira, as partes envolvidas dependem uma das outras e, caso uma delas deixe de considerar um fator para o projeto, ele será retomado do zero.

A Metodologia Cascata é fluida, representada em escada, possui uma duração maior em seus projetos e é codependente, seja nas relações entre suas etapas ou no desenvolvimento entre cliente e desenvolvedor.

Desvantagens

O Modelo Cascata possui desvantagens, seja no desenvolvimento do projeto ou em seu ciclo de vida. A principal, no entanto, é que ele não admite erros e, principalmente, mudanças. Não há maneiras de se testar e liberdade para criar em seu processo. Basta um detalhe desandar e deve-se fazer tudo de novo.

É justamente por essa impossibilidade de correção de erros e do retorno de etapas, que seu ciclo de vida é menor que o de outras metodologias. Quando o software é desenvolvido, é necessário trabalhar apenas na manutenção dele a partir de então, sem a possibilidade de refazer ou modificar outras etapas, que antecedem a manutenção do projeto.

Outra questão, vista como uma desvantagem, é o tempo que um projeto realizado por meio da Metodologia Waterfall dura. Por depender da finalização de etapas e a impossibilidade de erros, cada fase deve ser desenvolvida com todos seus aparatos prontos e finalizados, para que a próxima etapa comece e o projeto não tenha erros.

O que é a Metodologia Ágil?

A Metodologia Ágil é, além de um método de desenvolvimento de projetos, uma filosofia de trabalho que preza pela agilidade das etapas e da livre criação. O foco é o desenvolvimento de produtos rápidos e de baixo custo, oferecendo melhorias a cada interação com o software, permitindo que o projeto seja entregue parcialmente.

Diferentemente do Modelo Cascata, o Método Agile, como também é conhecido, não tem uma estrutura em escada e fluida. Mas, sim, um projeto circular, que permite o retorno para processos e etapas distintas e que se mantém continuamente na busca de feedbacks curtos e rápidos, para arrumar da melhor forma o que for passado pelo cliente. Nesta metodologia, as etapas de processo são: desenvolvimento de software enxuto (simplificado), trabalho em equipe, envolvimento do cliente, sustentabilidade, teste e adaptabilidade.

A Metodologia Ágil se popularizou na década de 90, após o Manifesto Ágil, documento assinado por 17 autores que criaram um modelo, de maior inovação para o mercado de softwares e projetos da história, para substituir o método tradicional, baseado no Sistema Toyota de Produção, ou Toyotismo.

Os princípios dessa metodologia são:

• Interação entre indivíduos acima de ferramentas e procedimentos;

• Funcionamento do software acima da documentação abrangente;

• Colaborar com o cliente acima de negociações e contratos;

• Responder rapidamente a mudanças acima de um plano pré-elaborado.

Atualmente, existem 5 modelos da Metodologia Ágil, o Scrum, metodologia que se baseia nos ciclos de atividade do processo; Lean, metodologia que tem por objetivo de minimizar o fluxo de trabalho de uma empresa; DSDM ou Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Dinâmicos, um sistema que valoriza processos rápidos e etapas mais curtas de criação; e o Nexus, modelo ágil igual ao método Scrum, desenvolvido para ser aplicado em grandes equipes.

Quando usar o Método Ágil?

A Metodologia Ágil pode ser usada em todas as situações, inclusive fora da TI, como gestão de projetos de forma ampla. Assim, veja alguns exemplos de uso do Método Ágil: 

• Quando o projeto é focado em gerar valor para o cliente, logo no início, em entregas fracionadas;

• Quando o progresso é baseado no progresso incremental;

• Para capacitação das equipes;

• Garantia de qualidade;

• Redução riscos durante o desenvolvimento;

• Tempo para colocar sistema, serviço ou produto no mercado é muito mais acelerado.

Como você pode notar, o Método Ágil permite liberdade aos desenvolvedores se comparada ao Método Cascata.

Diferença entre as duas metodologias 

A principal diferença entre as duas metodologias, modelo cascata e modelo ágil, é o formato de aplicação do projeto. A Metodologia Waterfall é linear e fluida, o que faz os desenvolvedores terem que iniciar todo o processo novamente se houver dano em alguma etapa.

Além disso, por essa impossibilidade de retorno, erros podem ser muito prejudiciais, pois todas as etapas iniciarão erradas e o desenvolvedor deverá iniciar novamente o projeto. Pode trazer prejuízos.

A Metodologia Ágil, no entanto, permite o retorno a fases e, até mesmo, que o desenvolvedor pule algumas partes do projeto. Sendo assim, erros podem ser cometidos e arrumados a qualquer momento da realização do projeto.

Outro ponto do Método Cascata é a demora de concretização do projeto. Por impossibilitar retornos a suas etapas, essa metodologia pode tornar o projeto mais longo que o necessário. Enquanto isso, o Método Ágil permite a aceleração de etapas; ele pode ser mais rápido e até mesmo mais prático.

Projetos realizados com o Método Cascata devem ser claros e objetivos, com todos os fatores e necessidades estudados previamente. Para aqueles que necessitam de algo rápido e prático, a Metodologia Waterfall deve ser substituída pela Metodologia Ágil, que dará liberdade para realizar seu projeto.

Segundo a Exame, o interesse das empresas na Metodologia Ágil aumentou 20% em 2020. No mercado, o uso do Método Ágil se tornou mais compensador, pois com a possibilidade de rapidez e eficácia, algo que a Metodologia Waterfall não garante sempre, a produção é mais simples e garantida. 

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