< Insights

O que são antipadrões ágeis e como eles impactam a gestão ágil de projetos?

  • Metodologias

Um antipadrão é uma prática que pode ocorrer no gerenciamento ágil de projetos e que ao ser aplicada, gera ineficiência produtiva. Soluções se tornam antipadrões ágeis quando deixam de corrigir ou quando o efeito de sua aplicação possui um impacto negativo.

Os antipadrões ágeis estão diretamente ligados ao fato de que seus impactos negativos demoram para ser percebidos e, como consequência disso, os problemas surgem em lugares inesperados: o problema foi parcialmente resolvido, mas os efeitos colaterais ainda estão por vir.

Além do mais, os antipadrões ágeis se escondem de forma sutil à medida que as práticas são adotadas com maior frequência por diversas empresas e pela gestão ágil de projetos. Eles aparentam ser soluções que não são baseadas em frameworks ágeis e parecem contribuições válidas para as fases das empresas.

Ao longo da matéria, iremos analisar a importância de identificar e evitar esses antipadrões ágeis dentro de um gerenciamento ágil de projetos. Para isso, vamos abordar juntamente ao pensamento sistêmico. Continue a leitura e conheça os antipadrões mais comuns quando o assunto é projeto de software.

Quais são os antipadrões mais comuns em projeto de software?

É comum termos práticas como, por exemplo, stand-ups meeting e retrospectivas, na gestão de projetos ágeis, que geram um resultado instantâneo para o time, mas se deteriora ao longo do tempo, se tornando um anti padrão. Ou seja, não são as técnicas em si, mas sim o que é realizado quando colocamos elas em prática, o que fazemos ou deixamos de fazer. ​ 

Talvez um dos antipadrões ágeis mais comuns seja o definido na lei de Brooks: “adicionar pessoas a um projeto atrasado gera mais atrasos”. Sendo assim, a lei propõe que não adianta adicionar mais pessoas ao time com o objetivo de acelerar a entrega. A ação de identificar os desperdícios e gerenciar o fluxo, será mais efetiva quanto a acelerar as datas de entrega.

Vale destacar que quantidade não é sinônimo de qualidade. Todos precisarão aceitar os benefícios e desvantagens desse aumento conforme o crescimento das equipes. Como já dito anteriormente, as soluções oferecidas pelos antipadrões podem ser apenas aparências sedutoras e é preciso uma equipe evoluída para recusar ajuda de novos membros.

Antipadrões de retrospectiva

A retrospectiva tem o propósito de inspecionar como foi o último Sprint – em relação a pessoas, ferramentas e processos – e identificar e promover melhorias. Dessa forma, na etapa, visa-se encontrar meios de melhorar determinado produto, para isso aumentando sua qualidade.

É importante, também, atentar-se aos antipadrões do Sprint Retrospective, sendo alguns deles:

  • #NoRetro: não tem a retrospectiva, quando a equipe acredita que não precisa melhorar nada;
  • Retrospectiva apressada: quando a empresa aloca menos do que o necessário por ter pressa;
  • Alguém canta: quando algum participante revela informações da retrospectiva para um estranho.

Como identificar os antipadrões ágeis?

A ​adaptação, a experiência e o tempo apresentam às equipes o impacto dessas mudanças – talvez prejudiciais. Assim, a experiência, em especial, pode contribuir para a evolução de uma equipe de alto desempenho, conforme seus integrantes aprendem a identificar esses antipadrões. Muitas das vezes, os antipadrões ágeis não são tão óbvios e nem fáceis de remover.

Porém, os antipadrões ágeis podem ser identificados através das diversas práticas e metodologias ágeis. Quando o time conta com momentos de checagem do trabalho e melhoria contínua, como uma retrospectiva ou uma daily, por exemplo, é necessário fazer uma análise dos processos e das práticas adotadas pelo time e identificar o que precisa ser aperfeiçoado.

Antipadrões ágeis: como evitar?

​É preciso categorizar algumas questões abordadas dos antipadrões ágeis e suas soluções propostas para que possam ser tratadas pela equipe de forma oportuna. Neste caso então, o efeito e a causa nem sempre estão interligados. Essa categorização deve ser levada estrategicamente para uma melhor identificação do problema.

O líder das equipes, por meio das práticas ágeis, desenvolve a transparência interna, enquanto o uso do pensamento sistêmico pode transparecer de forma mais eficaz na maneira como a equipe atua com o sistema. Sendo assim, torna-se mais fácil destacar quais são as interações prejudiciais ou ineficazes, e como essas más interações se manifestam como antipadrões ágeis.

Essas equipes presentes na gestão ágil de projetos precisam classificar os problemas e soluções nos seguintes tópicos: 

  • Uma retrospectiva capaz de determinar soluções ainda em curso;
  • Representação das condições que afetam o trabalho da equipe ágil e a análise das condições do sistema;
  • Entender se o problema vem do sistema como um todo ou somente da equipe;
  • Saber quais experimentos internos a equipe poderia realizar para que os efeitos sejam sentidos fora do grupo e dentro no cenário de um sistema mais amplo;
  • Conhecer qual o ponto mais alto em termos da solução;
  • Pensar se é possível abordar a causa sistêmica ao invés do sintoma específico;
  • Elencar quais os problemas que estão surgindo agora, mas que, no passado, eram vistos como soluções;
  • Analisar quais são os ciclos de feedback entre o sistema e a equipe e como eles podem ser melhorados;
  • Pensar se a solução será sentida dentro da equipe.​

​Vale ressaltar que todos esses itens citados acima, dentro de uma cultura compatível com as necessidades da empresa, reconhecem e facilitam o papel ativo de uma equipe ágil na mudança e na melhoria do sistema.

Gerenciamento ágil de projetos: entendendo os antipadrões ágeis a partir do pensamento sistêmico

​A complexidade institucional, para muitas empresas, se traduz em problemas organizacionais, que por sua vez desmancham a eficácia das soluções criadas pelas equipes ágeis.

A abordagem de um pensamento sistêmico pode ser vista, por exemplo, como meio de reduzir a rigidez das barreiras entre as equipes e a empresa como um todo. O objetivo do pensamento sistêmico é reconhecer que o desempenho do sistema não é apenas a soma de suas partes, mas sim os resultados de interações entre elas.

Por fim, os antipadrões ágeis emergentes e persistentes são, na maioria das vezes, o resultado de algumas interações ineficazes entre as equipes de gerenciamento ágil de projetos e o sistema organizacional. Sendo assim, começar a reconhecer também os padrões que vão caracterizar essas interações torna-se essencial ao efetuar algumas mudanças que lidam com essas causas e não diretamente com os sintomas.

Insights do nosso time

Obtenha insights do nosso time de especialistas sobre metodologias de desenvolvimento de software, linguagens, tecnologia e muito mais para apoiar o seu time na operação e estratégia de negócio.