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5G: Como está a entrada da Quinta Geração de conectividade no Brasil

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A entrada do 5G no Brasil é falada há muito tempo, com a expectativa de um leilão em março de 2020. Porém, com todos os acontecimentos globais e nacionais desde então,  sua chegada foi muito adiada e só tivemos o leilão no final de 2021.  

O 5G trará para o mundo uma revolução qualitativa e quantitativa, isso porque muitas atividades que já fazemos serão facilitadas pela tecnologia e outras que não conseguimos realizar hoje serão possibilitadas com o 5G puro. Entenda mais sobre essa tecnologia e o cenário brasleiro. 

O que é o 5G?

O 5G é a quinta geração da conectividade móvel, chega a ser 20x mais rápida que as demais. Ele também promete conexão mais estável, com maior cobertura e possibilidade de uso. 

Outra grande promessa do 5G é a baixa latência, ou seja, o tempo entre a mensagem sair do emissor para o receptor se torna quase nulo, permitindo uma comunicação simultânea e facilitando inovações tecnológicas importantes para a transformação digital.

Como o 5G funciona?

O espectro de onda das redes de 5G é bem maior que das demais redes, mantendo-se entre 600 e 700 MHZ, 26 e 28 GHz e 38 e 42 GHz. Com antenas que poderão ser acopladas às já existentes e adaptadas para funcionar em paralelo com a nova infraestrutura. 

Antenas menores também poderão ser instaladas como repetidores de sinais, redirecionado para uma estação central. Para complementar, também terão antenas replicadoras, instaladas em postes para cobrir distâncias de até 250m.

Quais são os impactos do 5G?

O 5G trará os mais diversos impactos para a sociedade atual. Isso porque ele muda o paradigma da conectividade móvel vivida até hoje, enquanto o 4G veio para integrar pessoas, ele vem com a proposta de integrar coisas, promovendo verdadeiramente o IOT.

O 5G poderá ser usado até mesmo no âmbito do Environmental, social and corporate governance (ESG), isso porque, ele conseguirá trazer um controle maior das condições de terrenos agrícolas, energia e gestão de resíduos através de dispositivos conectados à rede. 

Com sua alta conectividade e baixa latência, ele poderá atuar em áreas que hoje a conectividade móvel não abrange: como no monitoramento visando proteção junto ao governo das florestas da Amazônia, áreas como smart city, programas como uma cirurgia guiada, oil e gas, porto e aeroportos, e mais.

Com o 5G a capacidade de transmissão de dados fica muito maior, possibilitando comunicações entre um ponto e outro em questão de segundos, gerando uma troca simultânea, isso porque a latência desaparece.

O 5G demandará de cinco a dez vezes mais antenas das operadoras, sendo necessária uma robusta infraestrutura de fibra óptica para conectá-las. Sendo assim, as redes neutras serão importantes viabilizadores dessa tecnologia de forma sustentável.

Privacidade e espionagem: a guerra geopolítica do 5G

Privacidade e espionagem são dois pontos que devem ser observados e abordados sempre ao falar de rede de telecomunicação. Esses pontos são ainda mais fortes quando falamos do 5G, isso porque ele vai controlar infraestruturas críticas, como modelos de cidade inteligente, o que faz com que seus padrões de segurança devam ser mais elevados.  

O motivo é que o Software tem um peso ainda maior nessa geração de conectividade, o que torna as possibilidades de brechas de segurança ainda maiores e mais difíceis de serem identificadas.

Mas os dois pontos são utilizados também como munição para uma Guerra Geopolítica que vem se desenvolvendo nos bastidores da implantação do 5G no mundo, entenda o porquê. Quem possui essa tecnologia se destaca de seus concorrentes, já que consegue desenvolver as aplicações para o 5G e tornar-se assim, no futuro, um vendedor dessas aplicações. Quem está demorando a ter o 5G estará fadado a ser consumidor dessas tecnologias, e não produtor. 

Isso gera então uma disputa de potências pela oferta de tecnologias. Hoje a guerra é vista principalmente entre China, que está efetivamente a frente do 5G e suas tecnologias, e os EUA, que apesar de não estarem se desenvolvendo tão bem quanto, tem gerado debates quanto ao vazamento de dados e espionagem através de tecnologias chinesas, com o propósito de diminuir a credibilidade e avacalhar o consumo de tais tecnologias em países parceiros. 

O Brasil tenta se manter às margens dessa guerra geopolítica, mas está mais perto da forma dos Estados Unidos de lidar com a tecnologia. No entanto, não aderiu ao boicote das tecnologias da Huawei, até porque, grande parte do 4G no país depende de tais tecnologias, o que implicaria em uma reforma muito grande por parte das empresas de telecomunicações caso esse fosse o caso. 

Para lidar com a questão de segurança e espionagem, um dos requisitos do leilão do 5G no Brasil foi criar uma rede privativa para os altos membros do Governo, garantindo assim a segurança dessas comunicações.

5G no Brasil

Como já começamos a abordar, o 5G no Brasil começou a se desenvolver a partir do seu leilão, que ocorreu em Novembro de 2021. Vamos entender um pouco mais a seguir.

O leilão do 5G

O leilão do 5G foi uma grande licitação que compromete empresas interessadas no 5G com suas obrigações a partir da compra de uma determinada faixa em uma determinada área para este serviço, lembrando que as faixas de frequência que eram disponibilizadas são as de  700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. A faixa do 3,5 GHz foi leiloada por região, assim as empresas devem atuar nas áreas mais e menos lucrativas de forma conjunta, o que deve democratizar o acesso ao 5G no país.

Pelas regras do Leilão, o processo de funcionamento do 5G nas capitais do país e no Distrito Federal deve ocorrer até Julho de 2022, mas pode demorar até 2029 para chegar no interior.

A ANATEL recebeu 15 propostas de interessadas no leilão do 5G. Dessas 15, 10 foram interessadas em prestar serviços de telefonia móvel, inclusive TIM, Vivo e Telefônica (dona da Oi). 

Obrigações do edital

As operadoras que arremataram a frequência de 3.5GHz terão que migrar o sinal da TV parabólica para liberar a faixa de frequência, construir rede privativa de comunicação para a administração federal e instalar cabos de fibra óptica, via fluvial, na região amazônica.

E a operadora que arrematou a frequência de 700MHz, que hoje é uma frequência utilizada para o 4G, terá que levar o sinal a 31 mil quilômetros de rodovias federais e cidades sem essa cobertura. 

Vencedoras do Leilão

Para trazer os dados de quais empresas arremataram cada faixa e em cada região, trouxemos um infográfico disponibilizado pela Gazeta do Povo.

Como está andando?

As frequências de 5G já estão sendo implementadas no Brasil, mas vale destacar que elas não cumprirão, de primeira, com todas as características divulgadas sobre elas. Sua velocidade, por exemplo, começará bem menor que as expectativas para a rede e será desenvolvida com o tempo. Isso porque o Brasil necessita ainda de muita melhoria de infraestrutura, o que só será realizado com o tempo.

Pequenas empresas poderão auxiliar esse processo de implantação de forma conjunta com as grandes que arremataram as faixas, eles podem atuar como integradores e provedores em algumas das regiões arrematadas.

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